Amando cada dia mais o meu gurizinho! Ser mãe é tudo de bom!
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sábado, 2 de março de 2013

e eu já tenho quase 30!

Hoje estou fazendo 29 anos.
Sempre gostei de fazer aniversário, e mesmo percebendo que a cada um fico mais velha, não só em números como na aparência também, continuo gostando e tiro esse dia pra refletir um pouco sobre o que me tornei.

Muita água rolou debaixo da minha ponte nesses anos. A vida é assim.
Guardo no coração um sem número de lembranças de infância, da minha adolescência, das escolas em que estudei, dos amigos que fiz, das pessoas que passaram e deixaram marcas na minha vida, das várias delas que já não estão mais aqui. Tenho saudade de tudo isso, viveria tudo de novo em nome dessa saudade.

Mas os últimos 3 anos da minha vida, estes sim, são os mais lindos. 3 anos de amor puro. 3 anos que sou mãe.

Mudei muito nesses 3 anos. Amadureci, revi prioridades, mudei conceitos, aprendi a ser mãe. Aprendi que com todo esse amor vem uma RESPONSABILIDADE muito grande. E muita preocupação.

Pra me tornar a mãe que eu queria ser , abri mão de algumas coisas. Mesmo que temporariamente, sim, eu abri mão da minha carreira profissional. E não me arrependo. Abri mão de muitas amizades, mas ganhei outras que fazem toda diferença na minha vida. Abri mão da vaidade, priorizei o meu filho e sinto que me torno uma pessoa melhor a cada dia, por ele.

Eu quero ter outro filho, sim.

É pelo amor, é pelo prazer de ver aquele bebezinho frágil se tornar uma criança ativa e linda, é pra dar um irmão pro Erich, é pra sentir a barriga pular de novo. É porque adorei ser mãe!

Faço 29 anos muito satisfeita com o rumo que a minha vida tomou. Não acho que poderia ser melhor de outro jeito.

te amo meu filhote lindo!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Coisas que aprendi

Quando uma mulher se torna mãe, tem início um grande aprendizado, o como ser mãe. E muitas pessoas garantem que podem ensiná-la, livros prometem guiá-la, mas ela aprende TUDO com o próprio filho. A gente aprende a ser mãe sendo. Simples assim.

Desconfio sempre de quem promete uma fórmula infalível pra criar um filho. Porque filho não tem manual de instruções. Cada um é único, não importa se forem gêmeos. Portanto, não existe método CERTO, EXATO, pra criar um filho.

Todos os dias eu aprendo com o Erich. E de todas as lições que ele me ensinou, a principal foi que eu devo sempre ouvir meu coração. Como mães, todas temos nossos instintos e saber ouvi-los é fundamental. 

Eu aprendi que as expectativas a respeito da maternidade muitas vezes são uma ilusão. Que o bebê não nasce sabendo como mamar, como dormir a noite toda, como se comunicar. Que o bebê não liga a mínima pra um quartinho todo decorado, com protetores de berço( que aliás oferecem risco para ele), brinquedos e afins. Que ele quer mesmo é dormir juntinho da mãe, pois é isso que o instinto lhe ensina.

Aprendi que um bebê não chora só porque tem fome, ou está com a fralda cheia, ou tem cólica. Chora porque precisa de colo, de carinho, de contato. O bebê não chora pra manipular o adulto, ele chora porque precisa de amor, de calor humano. Isso é natural.

Aprendi que cada criança tem seu tempo pra tudo; comer, caminhar, falar, desfraldar, desmamar. Que não existe a idade certa pra cada coisa, cada uma amadurece no seu tempo, e as coisas acontecem na hora certa. Aprendi que uma criança pode ser saudável sem ser gorda, que mais importante do que números numa balança é o desenvolvimento cognitivo, e que comer bem não é necessariamente o mesmo que comer muito.

Aprendi a não aceitar fórmulas prontas, a correr atrás das informações, a me atualizar todos os dias. Aprendi que as pessoas mudam, que as coisas mudam, e que a maneira como fui criada não é a única e não preciso cometer os mesmos erros da geração dos meus pais - posso criar minha própria experiência como mãe. Posso criar meu filho do meu jeito, de acordo com o que eu acredito.

Aprendi a nunca julgar outras mães. A nunca dizer "nunca vou fazer tal coisa". Pois quando temos filhos muitas das nossas opiniões podem mudar. Falar mal do filho dos outros é fácil, assim como pôr em julgamento o modo de uma mãe criar o filho. Mas cada mãe sabe o que faz, e faz o que acha que é melhor. As mães erram tentando acertar.

Aprendi que junto com os filhos, nasce um amor incondicional, do qual muito se fala, mas que é impossível traduzir em palavras. É amor puro, é felicidade plena, é se importar tanto com alguém que a pessoa esquece dela mesma. E daria a vida por esse amor, a qualquer momento.

Enfim, ser mãe é como ser professor: a gente aprende tanto - ou mais do que ensina. E a coisa mais importante é saber ouvir o próprio coração. Ele nunca erra.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Supernanny e o método cruel de ensinar a dormir

Quase sempre assisto ao programa da Supernanny brasileira, no SBT. Gosto porque aprendo muito, sobre o que fazer em determinadas situações, mas principalmente sobre COMO NÃO AGIR COM MEU FILHO.

No último programa que acompanhei, vi uma família que realmente estava vivendo no caos; eram três crianças de 1 a 6 anos, totalmente descontroladas e mal educadas, que batiam na mãe e falavam MUITO palavrão. A mãe, já de saco cheio, se dirigia aos filhos com MUITA raiva na voz, agressividade em todas as palavras, e até distribuía alguns tapas eventualmente. Até aí entendi a "necessidade" de intervenção da Supernanny, que conversou com a mãe, mostrou que ela devia ser menos agressiva, ter mais pulso firme, etc. Ok.

Porém me indignei quando a Nanny inventou de se meter num assunto QUE NÃO FOI POSTO EM DISCUSSÃO, QUE A MÃE NÃO RECLAMOU PORQUE NÃO ESTAVA INCOMODANDO, AO CONTRÁRIO, FUNCIONAVA PARA ELA: o momento de pôr os filhos pra dormir.

A mãe estava acostumada a fazer o menor (de 1 ano) dormir com o barulho do secador de cabelo e um cafuné. Pra quem não conhece a Teoria da Exterogestação, o barulho do secador funciona como uma "memória" do som que o bebê ouvia no útero. Qualquer barulho estático, como o som da chuva, por exemplo, tem essa função e pode sim ajudar bebês novinhos a pegarem no sono. Claro que nesse caso o bebê já tinha 1 ano, mas nem sempre ele dormia dessa forma, a mãe também costumava embalá-lo no colo para ajudá-lo a dormir. Algum problema até aí? Isso por acaso é anormal? Prejudicial ? Para a tirana sem coração da Supernanny sim.

Eis que a nanny se mete onde não foi chamada e IMPÕE na família um novo método de fazer o bebê dormir! O infalível (e totalmente sem ética) método ferber, mais conhecido como DEIXAR A CRIANÇA NO BERÇO BERRANDO ATÉ CANSAR E DORMIR SOZINHA!!!!!!!

Honestamente, quase chorei junto com a criança. Um bebê de 13 meses, até então acostumado a dormir sendo acalentado pela mãe, do nada passa a ser deixado atirado no berço, chorando, gritando, implorando por conforto, entre lágrimas e muito estresse, e ninguém se dispõe a confortá-lo. Querem adestrar a criança como se fosse um cão de guarda? Não se faz isso nem com animais, gente. Aliás os animais cuidam muito melhor das suas crias do que muitas mães humanas e 'civilizadas'.

É lógico que depois de uns 40 minutos de choro sem nenhuma resposta, o menino  desistiu e dormiu. O resultado esperado foi alcançado, e provavelmente depois de algumas noites iguais a essa, ele já passe a dormir sozinho sem choro. Mas então os fins justificam os meios? É ético fazer isso? É humano deixar um bebê se acabar de tanto chorar, se sentir desprotegido, abandonado, inseguro, perceber que não pode contar com a própria mãe para ter algum consolo?

Os ferberizadores de bebê que me desculpem, mas isso pra mim é o cúmulo da falta de instinto materno, de sensibilidade, de ética, de tudo. Nenhum bebê pediu pra vir ao mundo, ninguém merece ser tratado assim. A hora de dormir tem que ser agradável, prazerosa, um momento lúdico, de ternura, de convívio com a mãe/pai... não um momento de TERROR. Depois não sabem porque os bebês não querem dormir. Por que acordam chorando de madrugada. 

Sou totalmente contra esses métodos cruéis de ensinar a dormir. Os bebês precisam de contato físico, precisam de COLO, precisam ser consolados, precisam se sentir seguros. Precisam de AMOR E RESPEITO. Deixar o bebê chorar sem oferecer consolo é DESRESPEITOSO, CRUEL, DESUMANO.

Se fosse na minha casa eu teria mandado a Supernanny PASTAR! Meu filho é criado com apego e é uma criança linda, feliz, que tenho certeza que se sente muito amada. E quando tem sono ele me procura pra dormir sem nenhum estresse nem resistência. 

Cada um cria seu filho como quer? Sim. Mas um mínimo de ética e respeito não dá pra dispensar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Não ao bullying materno!

Ao que parece, o universo materno está cheio de controvérsias.

Afinal, quem pode dizer o que é certo? De fato, enquanto não percebermos que TUDO é CULTURAL, sempre vai haver discussões (o que não é mau,afinal a diversidade de idéias é sempre uma riqueza). Alguns debates, infelizmente, extrapolam os limites do saudável e se transformam em -acreditem- bullying materno.

Muitas vezes, ao defender nosso ponto de vista, acabamos nos excedendo e 'julgando' mães que pensam diferente. No fim das contas, somos todas mães, tentando acertar sempre, fazendo o que achamos ser melhor pra nossas crias. Vale lembrar que todas as mães erram, em sua maioria, tentando acertar. Quem pode saber o que é certo ou errado na criação dos filhos? Cada geração, assim como cada cultura, tem seus valores e princípios, e acredito que cada mãe deve agir segundo o que lhe parecer melhor, e, acima de tudo, cada mãe deve saber seguir seu coração, sem culpa. 

Vou tomar como exemplo a polêmica da cama compartilhada. A maioria dos pediatras brasileiros é contra, assim como a sociedadee ocidental em geral. Em algumas culturas orientais, os bebês dormem com os pais (nem se usam berços) até os 3-4 anos. Alguns bebês dormem super bem desde que nascem, nos seus bercinhos, outros, precisam ser amamentados diversas vezes durante a noite, querem contato com a mãe, se sentem seguros dormindo junto ao seio materno, e quando colocados para dormirem sozinhos, o sono fica muito 'picado'. E ninguém dorme direito, nem o bebê, nem a mãe. Nem o pai, que vê a mãe levantando a cada hora. Esse era o caso do Erich, então optamos pela cama familiar. E funcionou pra nós, só agora estamos pensando em ir adaptando o Erich no quarto dele. Agora, se esse esquema funciona pra nós, quem pode me dizer que é errado? Não é o pediatra que vai levantar de hora em hora pra confortar o meu filho. Não é a vizinha, a tia, o diabo que carregue. Sou eu. Então, ninguém deveria se incomodar, certo? Mesmo assim, escutamos críticas o tempo todo. Cuidar da vida dos outros é um hábito muito comum na nossa sociedade, e difícil de mudar.

Esse foi apenas UM exemplo, eu poderia falar da amamentação do meu filho, que incomoda muita gente, e não deveria, pois o peito é meu, o filho é meu, quem tem que se incomodar com isso sou eu.

Ser mãe é saber diferenciar um conselho que se aproveite, de um mero 'pitaco' sem valor. É saber seguir seu próprio instinto, pois temos isso sim! Todas somos capazes de criar nossos filhos. Mesmo sendo mãe de primeira viagem, no fundo, uma mãe sempre sabe o que fazer. Vem de dentro da gente um instinto que estava ali todo tempo, adormecido. O Instinto materno.

Saber o que é melhor pro seu filho é tão importante quanto saber respeitar a opinião alheia. Se eu não dou chupeta pro meu filho mas outra mãe dá, tudo bem. Ela deve saber o que melhor funciona com seu filho. Discordar sem julgar é saudável, traz discussões que acrescentam, sabe? Só não vale crítica maldosa, achar que tem a verdade absoluta, que todas as outras mães são 'ruins'.

Na blogosfera materna, vejo mães trocando farpas o tempo todo. Umas se achando melhores porque amamentaram por X anos, outras porque só dão aos seus bebês alimentos naturebas, condenando quem usa  papinha industrializada, e por aí vai. Qual o objetivo disso? Não estamos aqui pra trocar experiências? Ou se trata de uma competição?

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Parto: Pelo Direito de fazer uma escolha consciente

Todos os amiguinhos do Erich (vejam bem TODOS, não estou arredondando) vieram ao mundo por meio de cesárea. Ele, inclusive. Como eu já relatei aqui, tentei o parto normal até o último segundo, mas por fim acabei passando por uma cesariana, e nunca vou ter certeza se foi mesmo necessária ou apenas preguiça/incompetência dos médicos.

O fato é que hoje no Brasil, infelizmente, fazer cesárea é uma prática quase unânime, parto normal é coisa de pobre, chique mesmo é marcar uma cirurgia de alto risco (para mãe e bebe) e ficar sem poder se mexer e muito menos cuidar do bebe nas primeiras horas de vida dele. Essa, como a  maioria das questões do universo materno, é uma questão cultural. Nos EUA e Europa, por exemplo, o parto normal ainda é muito mais comum do que aqui. No Brasil é uma questão de opção, e muitas vezes, as futuras mães são manipuladas por seus ginecologistas açougueiros capitalistas que só pensam em dinheiro.

Que o parto natural é muito melhor pra mãe e bebê, todo mundo sabe. Que a dor é danada, só quem já passou por isso pra saber. Realmente, e falo por experiencia própria: foram 10 horas de trabalho de parto ativo até que eu caísse na sala de cirurgia. Mas a dor não precisaria ser tão intensa se não fossem os remédios para acelerar as contrações. Que o parto cirúrgico é invasivo, que expõe mãe e bebe ao risco de infecções, que é uma interrupção artificial, que só é cômodo para o médico, que vai marcar a data e o horário conforme a sua agenda, isso ninguém quer saber.

As desculpas para as "desnecesáreas" são as mais variadas. Eu me pergunto COMO a natureza criou tantas mães incapazes de parir. Como antigamente todo mundo nascia de parto normal se as mulheres não têm dilatação, se suas bacias são estreitas demais...? Como as pessoas faziam pra nascer antes da peridural, meudeus? Sem um açougueiro médico pra cortar a barriga das mulheres??? Nas minhas andanças pelos consultórios de GO quando estava grávida, só encontrei 1 (uma) triste médica que concordava em fazer o parto normal. Todos os outros ficavam de mimimi pra fazer uma cesárea pre-agendada. O que acontece é que os médicos ASSUSTAM tanto as grávidas com histórias escabrosas de bebes mortos por cordões umbilicais assassinos, crianças que passaram do tempo (parece produto com data de validade vencida) que elas acabam, por medo, cedendo à pressão. Lamentável, antinatural e só serve pra enriquecer o GO.

Defendo a tese de que cabe somente à mulher o direito de escolha. Parir é uma coisa tão nossa, sabe, tão pessoal que cada mulher deveria poder optar pelo que fosse melhor pra ela. Escolha consciente. Sem ser enganada. Quer fazer cesárea, que faça por vontade própria, e sabendo dos riscos. Quer um parto sem intervenções desnecessárias, que seja respeitada então. O que não vale é uma futura mãe procurar um GO dizendo que pretende ter um parto natural e ser convencida a fazer uma cirurgia sem necessidade que só vai beneficiar o próprio médico.

Encontrei na internet uma lista das mais comuns indicações para "desnecesáreas". Espero que ajude a elucidar o assunto, e lembrem-se futuras mamães: Se seu GO está querendo te induzir a uma cirurgia desnecessária, troque de médico. Simples assim.
segue a lista:

As 12 maneiras mais frequentes de enganar a mulherada – por Ana Cris Duarte

Cesárea 171-I: Cordão enrolado
A verdade: quase um terço dos bebês nasce com circular de cordão. Mas a gelatina que recheia o cordão ajuda a impedir que os vasos se fechem. Além disso o bebê não respira dentro do útero!
Cesárea 171-II: Pressão Alta
A verdade: A hipertensão é um problema grave, mas nos casos em que ela foge ao controle pode ser necessário induzir o parto normal.
Cesárea 171-III: Bacia Estreita
A verdade: Impossível saber o tamanho da bacia por dentro e os ossos da cabeça do bebê são soltos e se sobrepõem para passar pela bacia materna
Cesárea 171-IV: Bebê Grande
A verdade: Impossível saber o peso do bebê pelo ultrasom e os ossos da cabeça do bebê são soltos e se sobrepõem para passar pela bacia materna
Cesárea 171-V: Passou do Tempo
A verdade: A gravidez humana normal vai até 42 semanas. Passado o prazo considerado seguro, pode ser necessário induzir o parto normal.
Cesárea 171-VI: Parto Prematuro
A verdade: Bebês prematuros nascem em melhores condições se for por parto normal
Cesárea 171-VII: Diabetes Gestacional
A verdade: É uma condição em geral controlada com dieta, exercícios e medicamentos, e não tem qualquer relação com a via de parto. Nenhuma!
Cesárea 171-VIII: Bebê fez cocô (mecônio)
A verdade: O mecônio não é um problema, a não ser nos casos em que os batimentos cardíacos do bebê estão insatisfatórios, evidenciando sofrimento fetal. Mesmo assim a indicação é o sofrimento fetal, não o mecônio.
Cesárea 171-IX: A bolsa rompeu e não teve contração
A verdade: É só aguardar 24 horas e se não entrar em trabalho de parto, induzir. A indução pode levar até 48 horas para “engatar”. Antibióticos podem prevenir infecção. Fácil convencer o GO de esperar 72 horas, não é mesmo?
Cesárea 171-X: Não teve dilatação
A verdade: Todas as mulheres dilatam se aguardar a fase ativa do trabalho de parto.
Cesárea 171-XI: Não entrou em trabalho de parto
A verdade: Se não for colocada numa mesa cirúrgica, toda mulher entra em trabalho de parto.
Cesárea 171-XII: Na consulta de pré natal o colo do útero está fechado
A verdade: O colo do útero em geral fica fechado. O que faz ele abrir são as contrações de trabalho de parto.
Cesárea 171-I: Pouco líquido
A verdade: A diminuição do líquido amniótico é normal e esperada no final da gestação. No caso de diminuição acentuada, pode ser necessário induizir o parto normal, o que pode levar até 48 horas. Fácil convencer o GO de esperar 72 horas, não é mesmo?
Por Ana Cristina Duarte – Obstetriz – São Paulo


terça-feira, 28 de agosto de 2012

"Tabus" maternos- o que pode e o que não pode

Quando a gente se torna mãe (digo, logo que fica grávida) surgem muitas dúvidas de como agir com o bebê, mas principalmente surgem muitos palpites. Sim, todo mundo sempre vai ter a solução pra  todo e qualquer problema/situação na nossa vida materna. O negócio é saber ouvir, filtrar o que presta, ter senso crítico e formar nossa própria opinião. Seguem alguns ítens que considero de certa fora polêmicos no universo materno:

*Chupetas/bicos: Nunca fiz questão que o Erich usasse. Lá nos primeiros dias de vida dele, por "pressão  externa" e falta de experiencia cheguei a tentar com que ele aceitasse a chupeta, mas ele não quis e parei de insistir. Nunca fez falta.

*Mamadeiras/leite artificial: Eu tinha mamadeira e leite NAN guardado em casa, caso um dia precisasse. O Erich sempre mamou no peito e só uma vez eu ofereci a mamadeira de NAN porque ele tinha ficado sem mamar o dia todo e me preocupei. Mas ele não quis tomar e também não insisti, pois sempre soube que o leite materno era suficiente e bem melhor que NAN. Esse negócio de leite fraco, pouco leite, pra mim é tudo mimimi. Quanto mais o neném suga, maior é a produção. O peito nunca vai secar se for estimulado.

*Deixar chorar/manha: Pra começar não acredito em manha. Pra mim isso não existe. O que chamam de manha geralmente é carencia, e isso é totalmente normal. Claro que o bebe vai preferir o colo da mãe a ficar atirado no carrinho ou no berço o tempo todo. Deixar chorando pra se acostumar pra mim é crueldade pura, pois quanto mais chora, mais o bebe libera o hormonio do stress, mais irritado ele fica, mais dificil vai ser ele se acalmar. Imagina a gente tentando se comunicar do único jeito que sabe e ninguém nem se esforçar pra entender. Cruel demais. Além do mais, colo não estraga criança. Amor nunca atrapalha, pelo contrário. Se toda vez que chorar uma criança for atendida, mais segura ela vai se sentir. Do contrário, vai acabar percebendo que não pode contar com ninguém e sim, vai aprender a se acalmar sozinha. Mas pra que ter filho então se não pode conforta-lo quando precisa?

*Papinhas Nestlé: Ah, essas danadas!! Como o Erich simplesmente odiava minha comida, nunca queria comer e quando comia vomitava tudo, um dia comprei um potinho de Nestlé pra ver o que acontecia. Adorou, comeu tudo e pediu mais, quase nos levou à falencia. E apesar do que a maioria das pessoas pensa, essas papinhas não fazem mal ao bebe, elas são feitas com ingredientes naturais e não têm conservantes, o que conserva é o vácuo (tanto que depois de abrir o potinho tem que consumir imediatamente). Claro que não é o ideal, o que a gente prepara com nossas próprias mãos é sempre melhor, mas também não é veneno. Acho engraçado como todo mundo defende o leite artificial como a melhor coisa do mundo e as papinhas industrializadas são apedrejadas. É uma questão cultural, pois na Europa por exemplo, o costume mais comum é dar as papinhas compradas aos bebes. 

*Cama compartilhada: Nem preciso falar muito, tenho vários posts sobre o assunto. Sim, ainda dividimos a cama. Não, isso não atrapalha em nada nossa vida de casal. Se um casal depende só da cama, da hora de dormir, pra fazer sexo, tenho pena desse casal. Nós a-d-o-r-a-m-o-s dormir todos abraçadinhos e logo logo o Erich vai para o quarto dele, sem traumas, sem estresse, sem forçar nada. Tudo tem seu tempo.

*Palmada/bater pra educar: Sei que muitos de nós apanhava (e muito) quando era criança. Mas isso não quer dizer que esse seja o melhor jeito de educar. Não acho que se eu me impôr pela força meu filho vai me respeitar mais, acho que isso só vai fazer com que tenha medo de mim. Sinceramente conheço várias crianças do tamanho do Erich que apanham e vou te dizer, não vejo elas melhorarem em nada o comportamento. A gente educa com exemplos, não com força bruta. Precisava duma lei pra isso? honestamente não sei, mas aqui a gente precisa de lei pras coisas mais óbvias, como não maltratar os idosos, não espancar os filhos... 

*Escolinha: Muitas outras mães me perguntavam quando eu ia botar o Erich na escolinha. Eu nunca sabia responder, pois não tinha nenhuma pressa. Acho que fiz muito bem em ficar com ele em casa até os 2 anos, não me arrependo, mesmo tendo sido mais complicado adaptá-lo à nova rotina. Não sei se teria coragem de pôr meu bebe de poucos meses na creche (claro, a não ser por necessidade). Planejamos ter nosso filho nesse momento, planejamos não deixá-lo em creches antes dos 2 anos. Escolinha pra mim é a partir daí, antes disso só por extrema necessidade mesmo.

Acho que era isso. O mais importante é agir com segurança, com convicção de estar fazendo o melhor. Seguir nossos instintos é fundamental, não adianta ler trocentos livros de maternidade, pegar opinião de todo mundo, se a gente não está segura de como está agindo. Ser mãe é ter discernimento.

sábado, 19 de maio de 2012

Prematuros: Quando o bebê fica na UTI

Faz algum tempo que quero tocar nesse assunto tão delicado, tão dolorido para alguns pais. Sempre digo que ter um filho é como andar no escuro; nunca sabemos o que vai acontecer. A partir do momento em que visualizamos o "positivo", a verdade é que tudo pode acontecer. Embora a maior parte das gestações termine da forma esperada, isto é, com o bebê nascendo a termo e com saúde, alguns bebês nascem antes do tempo e precisam ficar na UTI neonatal por um tempo relativo, que pode ser de alguns dias até meses, conforme o caso.
Acompanhei de perto a situação da minha afilhada, Carolina, que veio ao mundo através de um parto pélvico, em agosto de 2006, com 29 semanas de gestação, pesando pouco mais de 1kg. É incrível como, diante de uma situação dessas, onde a princípio nem se sabe se o bebê vai sobreviver, ou se vai ter sequelas pra vida toda, os pais tiram forças não sei de onde, e enfrentam com valentia --e muita fé-- o dia-a-dia de uma UTI pediátrica. Nem imagino o quão doloroso deve ser o momento em que a mãe recebe alta do hospital e não pode levar seu recém-nascido pra casa. Aliás, não pode nem pegá-lo no colo, nem amamentá-lo. Toda aquela expectativa criada durante a gravidez, de como seria o nascimento, vestir o bebê pela primeira vez, oferecer o seio, acalentá-lo, tudo cai por terra e dá espaço a uma única preocupação; a de o bebê resistir e poder, o mais rápido possível, finalmente ir para casa.
Carolina ficou 40 dias na UTI, teve infecções comuns a prematuros, mas superou as dificuldades e foi pra casa. Sem seqüelas, graças a Deus. Cinco anos depois, é uma menina saudável, esperta, sapeca, com inteligência e tamanho semelhantes a qualquer criança da idade dela. 
Hoje, acompanho a história do Pedro, filho de uma das madrinhas do Erich. Também prematuro pesando 1kg, internado na UTI para ganhar peso. Tento me colocar no lugar dos pais, mas acho que é uma daquelas situações e que é preciso viver para poder saber. Vendo como eles estão sendo valentes, lembro da Carolina e tenho certeza que logo o Pedrinho vai estar em casa. Esses longos dias de UTI vão ficar para trás. Mas até lá, os pais preciam seguir firmes e fortes. 
Bebês na UTI passam por muita coisa, têm altos e baixos, pegam infecções, vencem uma batalha por dia. Acho muito importante que a mãe possa ficar ao lado do bebê o tempo todo; não sei como funciona nos outros hospitais, mas no Hospital S.Francisco aqui em Pelotas é usado o método Canguru na UTI neonatal, onde o bebê fica coladinho na mãe, pele com pele. Esse contato faz toda diferença do desenvolvimento do bebê, além de fortalecer o vínculo com a mamãe.

Desejo, do fundo do coração, que o Pedrinho esteja logo em casa. Sei que deve estar sendo difícil, que a cada dia que precisam deixá-lo no hospital, a Lisi e o Cristian devem deixar o próprio coração junto com ele... Mas esses dias vão passar! Logo estarão com seu bebezinho! Muita força e coragem pra voces!

Carolina, com dias de vida

Bebê Canguru

Carolina hoje

sábado, 12 de maio de 2012

Sobre mães

Este será meu terceiro Dia das Mães. Tenho muito orgulho de ser mãe, e sabe quando tua mãe dizia que quando tivesses um filho iria entendê-la? Ela estava totalmente certa.

Somente depois que me tornei mãe pude entender muitas coisas pelas quais a minha própria mãe passou; e compreender a dimensão do amor, da preocupação, do altruísmo; e perceber o quanto é difícil e complexo criar um filho; que é muito mais do que dar a luz.

Quando me tornei mãe, finalmente pude reconhecer de verdade tudo que minha mãe fez por mim. Como me criou sendo mãe e pai (PÃE, como costumávamos brincar), como sempre batalhou para manter um mínimo de estrutura para que eu pudesse ter uma vida melhor, para que não precisasse, como ela, deixar os estudos tão cedo para trabalhar e colaborar com o sustento de casa. Para que eu tivesse o que vestir, sem depender de roupas usadas das primas mais velhas, para que eu tivesse material escolar, para que nada faltasse. Sempre tentando compensar a falta de um pai ausente.

Nessa realidade de mãe trabalhadora, que nunca pôde se dar ao luxo de ficar em casa cuidando dos filhos, entrou em cena a minha avó. Minha segunda mãe. Outro exemplo de amor incondicional, de mulher batalhadora, de MÃE no mais amplo sentido da palavra. Que foi mãe de nove filhos e mesmo depois de todos criados, foi, de boa vontade, minha mãe também. Que me ensinou muitas coisas, me deixou o maior legado que alguém pode deixar: amor, exemplo de fé, de bondade, de coração sem tamanho.

Tive o privilégio de ter duas mães. E nesse, como em todos os Dias das Mães, gostaria de homenagear as duas; infelizmente, minha vó não está mais conosco. Mas, onde quer que esteja, tenho certeza que ela sabe. Sabe o quanto a amo e o quanto sou GRATA POR TUDO o que fez por mim.
E a ti, minha mãe, quero dizer que HOJE EU SEI. Hoje eu te entendo, e principalmente, te respeito. Te admiro, muito. E que se eu for pelo menos parte da mãe que fostes pra mim, serei uma ótima mãe.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

ser tua mãe

Filho,

às vezes fico te observando dormir. Vejo tua carinha de anjo, teu semblante tão calmo, suave. Tranquilo. Feliz. É gratificante te ver assim, bem, mas ao mesmo tempo assustador. Porque existe uma diferença entre ter um filho e ser mãe.

Ser mãe é muito mais que dar à luz, é mais do que alimentar, vestir, acalentar. Ser mãe é amar cada dia mais, é sofrer com a dor do filho, é dizer 'não' mesmo com o coração doendo mas sabendo que é melhor pra ele assim. É impôr limites, é educar pra vida, é ensinar a amar, a respeitar. É a maior responsabilidade do mundo. E isso assusta, sim. Muitos não se sentem preparados pra ser pai/mãe nunca.

Tenho muito orgulho de poder te proporcionar coisas muito importantes, e não falo de brinquedos, nem roupas caras. Falo de um lar onde não falta amor. Um lar onde tem harmonia, onde tu sempre vai poder te sentir seguro, acolhido, um lar cheio de carinho. Isso é o mais importante na vida, filho, espero que nunca esqueças disso. A vida vai te mostrar muitas coisas, e uma delas é a importância do amor. Vais te deparar com vários tipos de amor durante a vida, mas só quando tiveres teus filhos vais entender a imensidão do que sentimos por ti. Vais saber como é amar sem restrições, desejar sentir as dores do filho no lugar dele, mesmo sabendo que sofrer faz parte da vida. 

Ser mãe é a melhor coisa da minha vida. É a melhor parte de mim. É o que me faz querer ser melhor a cada dia. 
Que a tua vida seja sempre alegre. Te amo.

Mamãe.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Laringite!

Terminamos uma semana muito difícil. Infindável, eu diria. o Erich esteve doente, o que, graças a Deus, não acontece muito seguido, mas quando acontece, fico sem chão. Nunca sei o que fazer.
Levamos ele no médico porque tinha febre e uma tosse horrível que piorava à noite. Laringite. E mais sinusite. Começamos a medicação no mesmo dia, mas a única melhora foi o fim da febre. A tosse só piorava. Foram 4 noites de terror, com tosse e choro convulsivo, sem dormir, sem melhora, sem saber pra onde correr. Dói ver o filho da gente doente e não poder fazer nada além de tentar confortar. Dói na alma. 
Depois de 7 dias de medicação, finalmente ele começou a melhorar. Agora já está bem, quase não tosse. É um alívio ver ele bem disposto, brincando, se alimentando, vivendo normalmente. Sabe quando dizem que a única coisa importante mesmo é ter saúde? Nada é mais verdadeiro que essa afirmação. Nada. Em se tratando de filhos, quando eles estão bem, estamos bem. Quando ficam doentinhos, nosso coração fica do tamanho de um grão de areia. E dói.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Notícias do Erich

O Erich tá um lindo, como sempre. Caminhando, falando enrolado, dançando, fazendo cocô na água do banho (!!!!!), distribuindo beijos e abraços até na gata, coisa mais linda desse mundo.
Agora que ele não anda, ele corre, eu vivo correndo atrás e juntando ele do chão quando cai e esfola o joelho. Às vezes tenho saudade de quando ele só ficava no colo e não era assim tão cheio de vontades, pois agora ele só vai aonde quer, e se eu soltar, sai correndo sem olhar pra trás. Caminhar de mãozinha dada? Nem pensar. ô coisinha temperamental esse meu filho.
E, como nem tudo são beijos, abraços e gracinhas, o Erich tá entrando naquela fase das birras. É birra pra dormir, birra pra comer, pra deixar a rua... birra pra tudo. às vezes não sei o que fazer com tanto grito, ponta-pé e choro, mas geralmente ainda consigo acalmar. Tem dias que ele já acorda de manhã com aquele humor ducão. Não sei a quem puxou (oi?). Mas quando ele percebe que eu to perdendo a paciencia e ficando zangada de verdade, o danado vem e me tasca aquele beijo. Posso ficar zangada desse jeito? Não dá né; coração amolece na hora. Acho que bebê já vem de fábrica com a habilidade de manipular a mãe com tanta doçura.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Desafio de Amamentar

Aproveitando a Semana Mundial da Amamentação, decidi escrever sobre o assunto e relatar minha experiência. Hoje se fala muito em aleitamento materno, que é altamente recomendado pelo Ministério da |Saúde e pela OMS, e à primeira vista parece um assunto simples. Mas não é.
Muito antes de ser mãe, eu sabia que queria amamentar meu filho. Tinha em mente a amamentação exclusiva até o sexto mês, como manda a cartilha, e continuar amamentando até quando fosse possivel. Sempre achei que fosse fácil, apenas oferecer o peito ao recém nascido e pronto, ele começaria a sugar e tudo seria simples. Antes do Erich nascer, não busquei informação nenhuma sobre o assunto, pensei que o que eu já sabia (ou achava que sabia) seria sufuciente. Quando ele nasceu e precisei praticar o que sabia em teoria, o caos se instalou; o Erich não acertava na "pega" do seio, não mamava o suficiente, o que resultou numa primeira noite INTEIRA de choro convulsivo no hospital, e em tres dias de "pega" incorreta, meus seios ficaram cobertos de fissuras que chegavam a sangrar.
No desespero da inexperiência de não saber o que fazer, e diante de uma pá de conselhos furados de pessoas ditas mais experientes, estive à beira da desistência. Quase comprei um leite NAN pra dar pro Erich, por não aguentar a dor de dar o peito sangrando pra ele, e de vê-lo chorando por não conseguir mamar direito. Cheguei muito, muito perto de uma depressão pós parto por causa disso, me senti incapaz, frustrada, uma mãe de merda que não conseguia alimentar o próprio filho. Decidi tentar um último recurso pra curar as rachaduras do meu peito e assim resolver o problema, pois eu queria MUITO amamentar, a última coisa que eu faria seria partir pra mamadeira. Pedi então que meu marido fosse à farmácia buscar um daqueles protetores de seio de silicone, é uma capa protetora pro bico do seio que parece um bico de mamadeira. Rezei pro Erich aceitar o bico, rezei que usando o bico não doesse tanto meu seio. Deu certo. Acertamos finalmente a pega com auxílio do bico, e as fissuras desapareceram em poucos dias. A parte ruim foi que o Erich se acostumou ao bico e levou meses pra pegar o seio sem ele. Mas no geral foi uma bênção, pois me impediu de desistir. Conheço várias mães que desistiram de amamentar por causa da dor no seio, e eu nunca quis ser uma delas. Venci essa etapa.
Mas, como amamentar é um desafio e tanto, logo me deparei com outros contratempos. O Erich demorou muito pra pegar peso, o que hoje sabemos que é genético mesmo, mas enquanto ele só mamava eu sempre precisei lutar contra a corrente pra não ter que introduzir outros alimentos antes do tempo. Precisei desconversar pessoas, ensinar que nãoe xiste leite fraco e que até 6 meses é tudo que o bebe precisa. Não foi fácil, mas é um daqueles trabalhos árduos que valem muito a pena. Compensam de verdade.
Com o passar dos meses, busquei informação sobre aleitamento materno. Li muitos sites e livros sobre o assunto, aprendi bastante. Mas o principal aprendizado foi que amamentar é muito mais do que seguir a cartilha da OMS ou os conselhos do pediatra, ou da vizinha, da mãe.... amamentar é saber seguir seus instintos, saber do que seu filho precisa. Pois mesmo a mais inexperiente das mães vai saber o que é melhor pro seu filho. Acredito nisso. Hoje não sou mais tão xiita no que concerne à amamentação; acredito que pra algumas crianças funcione de um jeito, pra outras, de outro. Afinal somos seres humanos, com necessidades individuais. Não existe fórmula exata pra amamentar, tudo que se precisa é vontade e determinação. toda mulher é capaz de amamentar o filho.
A amamentação continuada (pós 1 ano de idade) mostra suas dificuldades também. Grande parte das pessoas olha torto pra mãe que amamenta filho maior de 1 ano em público. Até quando isso vai ser um tabu? Confesso, antes de me tornar mãe, eu sempre dizia que não ia amanentar em público, que achava feio etc. Mais uma vez mordi a língua e aprendi que o bebê não espera voce estar à sós pra ter fome. Claro, no caso do Erich, agora que ele está com 15 meses, já não tem essa necessidade, pois come outras coisas. Ele mama só pra dormir. Porém, se for o caso de eu ter que fazer ele dormir na fila do banco, vou dar o peito pra ele sim. Acho isso natural.
Pra terminar, aco importante dizer que amamentar é sim um gesto de amor. Existem muitas formas de alimentar os filhos, mas essa é a mais gratificante, mais gostosa, mais natural. A troca de carinho, de olhar, de amor, durante a amamentação é algo único entre mãe e bebê. Não tem preço. São momentos que poderiam ser eternos... Só sendo mãe pra saber.

PS.:
Pra quem busca orientação, o @gva_ (Grupo Virtual de Amamentação) tem muitas dicas boas, vale a pena conferir.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Erich, meu tudo

Tenho andado exausta, fisica e mentalmente, pois cuidar do erich não é fácil não. O guri tem energia sobrando e parece nunca cansar. Dizem que é sinal de saúde, então, que continue assim! Diante disso,eu fico aqui pensando com meus botões: apesar de nada ser fácil, de cada fase ter sido até agora um desafio, apesar de todas as dificuldades passadas (e das que estão por vir), de ter que praticamente matar um leão por dia, mesmo assim, eu penso, do fundo do coração, em começar tudo de novo. Quero ter outro filho mais tarde, dar um irmão pro Erich, ensiná-lo que é importante ter família. Acho essencial ter irmãos. Ninguém devia ser filho único.
Eu olho pro meu passado, pré-maternidade, e até sinto uma saudadinha daquela vida sem muita preocupação. Estudar, trabalhar, cuidar só de mim mesma. Mas não trocaria minha vida atual por aquela; acho que ser mãe me transformou em alguém melhor. Mais madura, sem dúvida, responsavel, humilde, menos egoísta. Ter o Erich sem dúvida foi a melhor coisa que fiz na vida. Hoje vivo cansada, mostro nas linhas do rosto cada noite sem dormir, meu sorriso é preocupado. Sinto falta de ser bonita, claro. Mas ser mãe me mostrou um outro lado da vida. O lado do amor incondicional. Cada vez que olho pro Erich, nem acredito que fui eu que pus no mundo essa coisa linda! Cada sorriso, cada gesto de carinho que ele faz pra mim, me faz sentir que realizei o maior feito da minha vida. Sou feliz. Graças a Deus.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ser essencial

Pela primeira vez, desde que o Erich nasceu, saí sozinha, sem ele. deixei-o em casa com a minha mãe e fui tratar dos preparativos pro aniversário dele, que está se aproximando.
A principio saí tranquila, sabendo que ele estaria com a minha mãe, muito bem cuidado. Mas fiquei na rua mais tempo do que tinha planejado, e quanto mais as horas passavam, crescia uma angústia dentro de mim, uma sensação até então inédita na minha vida, a sensação de ter deixado em casa uma parte vital de mim.
Fora que os ubre meu peito começou a vazar rua afora, de pingar mesmo, e eu só imaginando meu bebê em casa louquinho pra mamar. Dor no coração. Claro que, com quase 1 ano de vida, ele já se alimenta de outras formas. Mas o peito é o aconchego, né? É carinho que só a mãe pode dar. E o Erich é um mamador; ele passa horas pendurado no meu peito.
Quando cheguei em casa, 3 horas depois de ter saído, ele tinha acabado de acordar de uma curta soneca e tava chorando ( provavelmente porque sempre depois da soneca ele mama), coberto de lágrimas, o nariz escorrendo, agarrado num bicho de pelúcia. Peguei meu bebezinho no colo, coloquei no peito, ele se aconchegou, sorriu pra mim. Minutos depois tava brincando alegre pela casa. Meu coração se enterneceu, e compreendi que não sou só eu que sinto falta dele; ele precisa muito estar comigo. Me dei conta que nunca me senti tão essencial na vida de alguém, como me senti hoje. Ser mãe é ser essencial. Quando vi nos olhinhos do meu filho o quanto ele estava feliz em me ver, percebi tudo isso. Eu já sabia, apenas não tinha sentido ainda. Hoje eu senti o quanto nós ainda somos um, o quanto somos essenciais um pro outro. E o quanto é preciso valorizar esses momentos só nossos. Afinal, tudo é fase, e logo passa...ontem ele era recém nascido....já vai fazer 1 aninho. =)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O parto

Faz tempo que quero escrever meu relato de parto, mas venho protelando. Tenho lindo alguns tão lindos, meigos e emocionantes, e o meu parece mais uma prova de que a Lei de Murphy existe e não perdoa.
Devo dizer que sempre desejei ter parto normal. A despeito da dor que eu já esperava, sempre sonhei em ter um parto normal, tranquilo e rápido. Aliás, eu tinha certeza que a tão infame dor de parto nem era "aquilo tudo": as mulheres só podiam estar exagerando. Claro! Dessa forma, passei os 8 meses da minha gravidez aguardando os sinais do meu tão sonhado parto normal e contrariando o meu obstetra que teimava em me vender uma cesariana de 3 mil reais.
Quando deitei pra dormir (oi?não conseguia dormir mais com aquela barriga-planeta) à 1h da matina do dia 29 de abril e comecei a ter contrações regulares de 5 em 5 minutos pensei: é chegada a hora. Saímos, marido e eu, a caminho do hospital com a mala da maternidade pronta já desde o 7º mês. Depois de devidamente internada lá no hospital e de as dores começarem a ficar muuuuuito fortes, a ficha caiu duma vez e percebi que ia sair dali com um bebê no colo. Pânico!!!!!
Lá pelas tantas já entorpecida de dor, umas cinco da manhã, escuto os médicos comentando entre eles que possivelmente meu bebe só ia nascer no turno seguinte, e já entrei em total desespero. Percebo que marido fez  exatamente o que combinamos de não fazer; levou a minha mãe e sogra pra assistir o show de horrores eu me torcer de dor. Escuto umas perguntas idiotas vindas de enfermeiras, médicos, estudantes e sei lá o que mais, do tipo: "já sabe se é menino ou menina?", "já tem nome?", e não rspondo nada. Apenas olho com aquele meu olhar incinerador e penso em mandar ´longe. Mas não tenho forças.
Eu pensava, quando vinha a dor, na carinha do meu filho que eu ia ver logo. Pensava na minha vó que teve nove filhos. Pensava "pelamor, quem passa por isso 2 vezes???quem???queeeeeem????"
Depois de estourarem minha bolsa, monitorarem os batimentos cardíacos do bb de 15 em 15 minutos e me enfiarem a mão até o cotovelo examinarem por 10 horas, finalmente um médico decente surgiu e botou ordem na situação. Quando ouvi a palavra "cesarea" foi como ouvir o coro de aleluia; se eu tivesse forças teria dito "bora lá". Mas lá na sala de cirurgia teve inicio novo dilema, o anestesista me olha com cara de besta e me manda relaxar todos os músculos pra poder dar a anestesia. Eu ri pra não cuspir na cara do infeliz chorar; relaxar com contrações de 10 em 10s não dá.
Mas, depois de tudo isso, quando escutei meu bb chorar pela primeira vez, tudo que passei ficou pra trás, a dor e o cansaço se esvaíram e ficou só o amor. O amor puro e incondicional que só quem tem filhos pode conhecer. Felicidade Pura!
Se foi tudo fácil a partir daí? Não foi não. Acho que nunca é fácil se tornar mãe. Mas isso é assunto pra um outro post.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ser mãe é...


Eu já disse que ser mãe é experimentar o amor verdadeiro?


pois é. É isso e muito mais. É amor, é entrega, é cumplicidade, doação total mesmo, incondicional. É sentir um vazio infinito quando se está longe. É contradição também;


pois durante o dia, fico ali torcendo e não vendo a hora do erich cair no sono, me dar uma folguinha, deixar eu ser só eu... Quando ele finalmente dorme, fica aquele vazio em mim, como se a vida perdesse o sentido se ele não está. Coisa de louco, não? Não, coisa de mãe.


E sim, minha vida agora é dele. Eu vivo pra fazê-lo feliz, ele é toda minha vida. ser mãe também é isso, é se doar total e completamente. E é só ele me olhar com o sorriso verdadeiro e espontâneo dele, que me faz a pessoa mais realizada do mundo. Ser mãe é mesmo uma grande aventura, a melhor de todas! Recomendo!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Depois das visitas o tédio

Semana passada nossa casa virou uma zorra total. Meu pai chegou de viagem com a familia toda e ficaram na minha casa de 40 epoucos metros quadrados (!!!!). Coube todo mundo e foi muito divertido, eu tava com uma saudade dos meus irmãos que não me aguentava mais, aproveitem eles bastante, beijei, abracei e tirei fotos.
PArtiram no domingo e a casa ficou vazia again. Com o Rodrigo trabalhando o dia todo, restando Erich e eu, me bateu uma depressãozinha de leve, acho que me acostumei com o barulho (meu pai enche uma casa, sô). Até o Erich tá estranhando, anda numa agitação só, não fica mais de 5 min quieto e eu quaaaaaase louca.
Ando num cansaço que dá pra perceber a quilômetros, devo estar aparentando uns 40 anos. Tô exausta mesmo. O que tem me cansado é o fato de eu saber que não tenho direito a descanso nunca, nem vou ter tão cedo. Nem posso deixar o Erich com a minha mãe por 2 horas porque ele não toma mamadeira, nem copinho, nem p0$%##$ nennhuma que não seja meu peito. Isso me estressa.
Além disso, sair com ele para ambos nos distrairmos tá ficando complicado, pois o calor tá de matar, chega a ser um crime sair com ele assim. E ele tá pesado, e eu perdendo peso, ou seja essa pobre mãe quase não aguenta com o peso do filho mais. Sendo assim me resta ficar dentro de casa vendo Sid o cientista, HI-5, etc. Daí pra depressão é um passo curto, né?!!!
Esse ano vou pedir pro papai noel uma escrava ama de leite. Será que eu ganho?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Oh meu Deus!Quero descansar!

Dormir? Ãh? Que isso?
deusdocéu, ultimamente (desde que o Erich fez 4 meses exatamente) minhas noites de sono andam medonhas. Ele dorme às 21h, acorda às 23h; mama, dorme again, acorda às 02h, depois às 4h, e assim sucessivamente até as 6h quando resolve que é tempo de acordar de vez. Aiaiaiaiai quando é que vai dormir a noite toda hein?? Alguém arrisca um palpite? Com 7 meses? 8? 3 anos? 6 anos? eu quero dormir meudeusdocéu!!!!!
Claro que eu já me deito olhando a babá eletrônica, esperando a danada avisar que ele acordou e eu ter que sair correndo, embalar, dar uma teta(ou duas), embalar embalar até ele dormir denovo. Eu já deito tensa. Conforme a madrugada avança eu vou ficando com o humor meio, digamos, alterado. mãzzz, como toda mãe, boba que somos, o filhote dá um sorriso e meu coração se enternece. Meu sorriso também sai fácil, e ele sabe que cada dia sou mais e mais apaixonada por ele ( e naturalmente usa isso contra mim na calada da noite).
Fazer o que? Ser mãe é mesmo uma grande aventura!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

amor incondicional


É verdade que ninguém conhece o verdadeiro amor sem ter tido filhos.

A maternidade desperta um sentimento único, inteiro, primitivo até, capaz de fazer o mundo parar, congelando cada momento, fazendo nosso coração parar toda vez que aquele pequenino ser nos encara com curiosidade e ternura. A partir daí, dar carinho, colo, amamentar, cuidar, amar são gestos que vêm naturalmente, por instinto mesmo.

Amei meu filho desde que soube que crescia no meu ventre; amei mais a cada dia, a cada mês em que minha barriga crescia. E conheci a plenitude do amor quando ouvi o chorinho dele na sala de parto.

Enfim, meu filho Erich é tudo que eu sempre quis e mais, e o objetivo deste blog é compartilhar nossas experiências, boas e más. Sim, porque nem tudo são flores; temos encrencas pra contar também!!^^ (E não são poucas!!!!!!) Afinal, a parte do amor todo mundo conta, mas dos problemas do dia-a-dia ninguém gosta de falar! Não é verdade?