Amando cada dia mais o meu gurizinho! Ser mãe é tudo de bom!
Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Lidando com a agressividade (alheia)

Erich sempre foi uma criança muito tranquila. Não teve aquela fase de morder, pela qual muitos bebês passam, nunca foi agressivo com os amiguinhos. Me orgulho muito em dizer que meu filho sempre foi doce, amável, nunca teve tendência à agressividade. Nunca pensei que tanta afetuosidade pudesse se tornar um problema.

Aqui no condomínio tem muitas crianças na faixa dos 2-4 anos, o que é ótimo, pois o Erich sempre tem com quem brincar. E é natural que aconteça, de vez em quando, algum "desentendimento" entre essa turminha, e como em todos os lugares, há sempre "os que batem" e "os que apanham". E adivinhem...

Alguns meninos são mais agressivos. Não é o caso do meu filho. Se alguém bate nele, ele não revida. Ele chora e sai de perto do agressor. Acho que é o certo, nunca ensinei a revidar e não acho que seja esse o caminho. Mas confesso: às vezes lamento quando ele não bate de volta. Fico imaginando se ele revidasse quem sabe o agressor parasse de implicar com ele.

Jamais vou ensinar meu filho a resolver conflitos com violência. Não usamos de violência em casa. MAS como prepará-lo pra esse mundo cheio de desrespeito? Não gostaria que ele fosse sempre o saco de pancadas da rua, do bairro, da escola.

Eu fui saco de pancadas durante parte do ensino fundamental e não recomendo! hahaha! Na vila onde eu morava tinha sempre alguma confusão e às vezes acabava sobrando pra mim, que nunca fui boa de briga. Ou seja, na maioria das vezes, apanhava. Cheguei a mudar o trajeto para a escola, aumentando a distância em uns 3km só pra evitar as brigas. Sim, eu era do tipo que fugia. Vergonha.

Em casa, o Erich sempre brinca de luta com o pai dele. Brinca de espada, de chute, de soco, são bem moleques os dois. E mesmo assim ele tem discernimento pra saber que é BRINCADEIRA, e sabe que não se faz isso nos amigos. Apanha e nunca bate de volta. Mas como ensiná-lo a se defender?  esse é nosso atual dilema.





terça-feira, 18 de junho de 2013

Comportamento Anti-Social

Não falei no post anterior que estava criando um mini-Sheldon? Então.

Vivemos uma fase de comportamento anti-social por parte do Erich que, honestamente, está nos tirando o sono. Ando pesquisando a respeito, mas até agora não encontrei uma "teoria" que explicasse com satisfação o que poderia estar causando tanto mau humor ao nosso pequeno.

É com o pai, é com as avós, é com a dinda, é com quem tenta se aproximar.

-Oi erich!!!Dá um beijinho na vó!!!!!

-NÃO! Não quero, me solta, para com isso, que nojo (quando alguém consegue roubar um beijo)!

E eu com a minha tradicional cara de alface sem saber o que dizer. Ainda tento: "Vai filho, dá um abraço no vovô/papai/vizinho/cachorro!"

-Eu disse NÃO!

Aqui em casa ninguém é agressivo. Não xingamos, não gritamos. Sendo assim tal instinto selvagem só pode ser algo que vem de dentro mesmo, uma fase, sei lá. Entendo que as crianças não têm aquele senso de sociedade, de ter obrigação de cumprimentar na chegada, abraçar os familiares, ser sempre cordial. Mas como agir nesse tipo de situação? Eu tenho pra mim que essa 'bajulação' das avós atrapalha mais do que ajuda. Observo que quanto mais elas imploram por um beijinho, mais ele se diverte dizendo não. Só não sei como fazer pra que elas entendam essa dinâmica, haha.

Fora que o Erich parece ter um tiquinho de transtorno bipolar. Pois tem dias que é um doce, chega abraçando, beijando, puxando conversa com estranhos na rua. Tem dias que só quer o pai, e se eu chego perto me põe pra correr. Outro dia não quer dar nem um abraço no pai. Vai entender!!!

O fato é que entre os familiares mais próximos fica tudo bem, de certo modo eles acabam entendendo, e tal. Mas começo a ficar com receio de visitar outras pessoas, parentes não tão chegados, amigos, etc, por conta desses ataques de Sheldon do Erich. Eu espero MESMO que seja apenas mais uma fase.

sábado, 6 de abril de 2013

A "manha" e a criação com apego

"Ele está fazendo MANHA, deixa chorar."
"Tá com fome? Tá xixi/cocô? Tá com frio? Não? Então é MANHA."
"Esse bebê só quer ficar no colo, tá com MANHA."

Esses são apenas alguns dos absurdos que as pessoas falam sobre bebês/crianças pequenas. Como se os mesmos não tivessem nenhuma necessidade afetiva/emocional, apenas fome e frio, e todo o resto fosse MANHA.

Pra começar, que POHA É ESSA DE MANHA? Isso pra mim nem existe! O-D-E-I-O essa expressão e odeio mais ainda quem faz uso dela pra desfazer dos sentimentos dos pequenos. Por acaso nós, adultos, não precisamos de ninguém pra nos dar um colo, um abraço, um pouco de atenção? pois os bebês têm as mesmas necessidades, ou mais. Acabaram de chegar nesse mundo louco e não podem nem solicitar um colo, um seio materno, um pouco de carinho. Mundo de merda esse, hein?

Acontece que o choro dos bebês é visto como algo negativo. Se o bebê chora e já teve suas necessidades fisiológicas atendidas, só pode ser manha. Está tentando manipular os adultos, fazendo chantagem emocional e precisa APRENDER A PARAR DE CHORAR SOZINHO. oi???????

Como pode um ser humaninho tão indefeso, tão inocente, como um recém-nascido ter condições de bolar um plano pra manipular sua pobre mãe? Nunca ouvi IDIOTICE maior que essa, acho isso o cúmulo da ignorância, sinceramente. Algumas pessoas não deviam ter filhos.

Quem convive comigo sabe que me tornei uma ativista pró maternidade consciente. E sim, sou contra deixar o bebê chorando seja pelo motivo que for, negar colo, negar peito, enfiar chupeta na boca do bebê, dar mamadeira no lugar do seio, colocar criança pequena de castigo, dar 'um tapinha educativo', e outras coisas do gênero. Sou contra sim. Me apedrejem.

Acredito que, na formação de cidadãos descentes, HUMANOS, éticos, solidários, a CRIAÇÃO COM APEGO tem papel fundamental. Não me digam que pra educar é preciso castigar e bater porque pra mim não existe argumento que sustente isso. Uma criança criada com amor e respeito (e limites, é óbvio!) tem muito mais chances de se tornar uma pessoa digna do que uma criada "abaixo de laço". Me apedrejem de novo.

Dou colo, dou peito, abraço, beijo muito. Faço questão que meu filho se sinta amado o tempo todo, inclusive quando está sendo disciplinado. Ensino tudo com paciência e sim, dá trabalho, às vezes conto até dez diante de uma travessura mais 'grave' mas vale à pena. Nunca tratei as necessidades emocionais do meu filho como "manha". Como eu disse, não acredito em manha. Acredito que os bebês precisam de muito apego, isso sim. 

Por isso quando eu vejo alguém chamar um bebê de manhoso me dá vontade vomitar. 
Sim, me tornei uma pessoa intolerante com quem não respeita os sentimentos/ as fases de desenvolvimento das crianças. Me apedrejem, mas não deixem seus bebês chorando no berço, por favor.

segunda-feira, 4 de março de 2013

O bebê virou moleque!


Lendo postagens do ano passado por essa época e vendo algumas fotos fica fácil perceber COMO O ERICH MUDOU nesse ano. Nossa, ele cresceu! Não só no tamanho, mas psicologicamente ele amadureceu muito nos últimos meses. Se comporta como homenzinho quando a ocasião pede e no meio de crianças vira um verdadeiro moleque!

Perto de completar 2 aninhos, ele falava umas 15 palavras. Era mais quietinho, um pouco tímido, ficava com vergonha de pessoas estranhas e se encolhia no meu colo... Um ano depois, é lindo de ver como ele se socializou, aprendeu a conversar, interage SUPER bem com amigos e até estranhos. Cumprimenta a todos na rua e brinca com todas as crianças, conhecidas ou não. Já não dá pra falar em timidez!

Repete TUDO o que a gente diz. Em tempo, aprendemos a controlar o nosso vocabulário aqui em casa pra não sermos surpreendidos por um palavrão - mas alguns xingamentos o Erich já aprendeu por conta própria, com amiguinhos/televisão: quando se zanga ele xinga baixinho "idiota", "cala a boca"...

Atende o telefone e engata logo uma conversa com quer que seja! Sempre corre pra atender, e ai de quem corra na frente!

E cheio, cheio de vontades... sabe muito bem usar de todas as artimanhas pra conseguir o que quer: vem em mim ou no pai dele, dá abraço, beijo, fala que ama, e dá o golpe faz o pedido!

Agora só quer saber de brincar na rua (tá certo ele, né!)! Passa a tarde correndo no pátio, se pendurando em árvore ou onde dá, caindo, ralando o joelho, levantando, se sujando, voando no escorrega... é muita energia! 

Não tem coisa melhor do que ver o nosso filho crescendo forte e saudável assim! Dá logo uma vontade de providenciar o maninho...! 


desenhando

cortando a cabeleira

"eu sou um macaco!"

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Erich, o incansável

É só o meu ou todo menino de 2 anos é igual? Sou só eu ou nenhuma mãe consegue dar um passeio sem surtar?

Vou te contar, não dá mais pra sair com o Erich.

Eu já disse que ele nunca pára? Pois é. Toda vez que saímos pra rua é a mesma coisa; ele sai correndo, não quer dar a mão pra caminhar, quer subir em toda árvore que vê, CORRE como se tivesse fugindo da forca e torna qualquer programa IMPOSSÍVEL. Wellcome to my life!

Sair pra fazer um lanche, por exemplo. Na minha burra ingênua imaginação, nós sentaríamos numa mesa na rua, ficaríamos ali conversando, bebendo, comendo, enquanto nosso filho estaria brincando na nossa volta, no máximo num raio de 2m de distância. AHAHAHAHAHAHA
Agora a realidade: enquanto um engole tudo inteiro come, o outro corre atrás do filho incansável cuja bateria  parece nunca ter fim!

Olha vou dar a dica, lanchonetes deveriam disponibilizar babás. :D

E o mais incrível é que mesmo com todo cansaço, com todo trabalho que dá, mesmo assim... tá batendo aquela vontade de começar tudo de novo, sabe?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Terrible Twos

Então a gente acorda e percebe que aquele bebê fofinho, lindo, sem dentes se transformou num tiranossauro rex indomável.

Que faz birras, que te xinga de idiota, te dá um empurrão e manda calar a boca.

Não, não foi aranha radioativa nem kriptonita que o transformou, são apenas os terrible twos.
(pausa tirar o filho de cima da mesa e contar até mil.)

Felizmente, é só mais uma fase e não vai durar pra sempre. Mas digam isso à minha sanidade mental que já se encontra em extinção. Agora é oficial que o Erich entrou naquela fase impossível difícil das vontades/birras. E deu pra repetir TUDO o que escuta, principalmente se for coisa ruim. Andou assistindo um desenho maldito do Homem de Ferro (que aliás não é pra idade dele, sua mãe de merda) e aprendeu a chamar todo mundo de idiota. E eu tenho medo de chamar a atenção pra palavra e ele repetir só de birra, porque sim, isso acontece muito. Então tenho tentado trocar a palavra por alguma que rime pra ver se esquece. ok, boa sorte.

Isso sem falar nas coisas terríveis que ele apronta enquanto eu tento tomar um banho, ou lavar uma louça, ou fazer comida, ou atualizar o blog! É só virar as costas e ele vai lá e derrama a comida da gata no pote de água, depois espalha o resultado no chão.... 

É um tal de pára, não quero, que feio mamãe, pára quieta, desenhos de caneta no lençol novinho, xixi no colchão, telefone arremessado na parede, gata se escondendo no guarda roupa pra escapar viva, brinquedo voando da janela, Meu Malvado Favorito às 3 da manhã... ufa!

Não sei como lidar com essa criaturinha SUPER ativa. Enquanto ele parece uma bateria ligada em 220v 24horas, minhas pobres pilhas já estão no fim. Necessito de férias, necessito de um sono de 12 horas, sim.

E quando é que passa essa fase mesmo, hein? (se é que passa, eu só acredito vendo)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Supernanny e o método cruel de ensinar a dormir

Quase sempre assisto ao programa da Supernanny brasileira, no SBT. Gosto porque aprendo muito, sobre o que fazer em determinadas situações, mas principalmente sobre COMO NÃO AGIR COM MEU FILHO.

No último programa que acompanhei, vi uma família que realmente estava vivendo no caos; eram três crianças de 1 a 6 anos, totalmente descontroladas e mal educadas, que batiam na mãe e falavam MUITO palavrão. A mãe, já de saco cheio, se dirigia aos filhos com MUITA raiva na voz, agressividade em todas as palavras, e até distribuía alguns tapas eventualmente. Até aí entendi a "necessidade" de intervenção da Supernanny, que conversou com a mãe, mostrou que ela devia ser menos agressiva, ter mais pulso firme, etc. Ok.

Porém me indignei quando a Nanny inventou de se meter num assunto QUE NÃO FOI POSTO EM DISCUSSÃO, QUE A MÃE NÃO RECLAMOU PORQUE NÃO ESTAVA INCOMODANDO, AO CONTRÁRIO, FUNCIONAVA PARA ELA: o momento de pôr os filhos pra dormir.

A mãe estava acostumada a fazer o menor (de 1 ano) dormir com o barulho do secador de cabelo e um cafuné. Pra quem não conhece a Teoria da Exterogestação, o barulho do secador funciona como uma "memória" do som que o bebê ouvia no útero. Qualquer barulho estático, como o som da chuva, por exemplo, tem essa função e pode sim ajudar bebês novinhos a pegarem no sono. Claro que nesse caso o bebê já tinha 1 ano, mas nem sempre ele dormia dessa forma, a mãe também costumava embalá-lo no colo para ajudá-lo a dormir. Algum problema até aí? Isso por acaso é anormal? Prejudicial ? Para a tirana sem coração da Supernanny sim.

Eis que a nanny se mete onde não foi chamada e IMPÕE na família um novo método de fazer o bebê dormir! O infalível (e totalmente sem ética) método ferber, mais conhecido como DEIXAR A CRIANÇA NO BERÇO BERRANDO ATÉ CANSAR E DORMIR SOZINHA!!!!!!!

Honestamente, quase chorei junto com a criança. Um bebê de 13 meses, até então acostumado a dormir sendo acalentado pela mãe, do nada passa a ser deixado atirado no berço, chorando, gritando, implorando por conforto, entre lágrimas e muito estresse, e ninguém se dispõe a confortá-lo. Querem adestrar a criança como se fosse um cão de guarda? Não se faz isso nem com animais, gente. Aliás os animais cuidam muito melhor das suas crias do que muitas mães humanas e 'civilizadas'.

É lógico que depois de uns 40 minutos de choro sem nenhuma resposta, o menino  desistiu e dormiu. O resultado esperado foi alcançado, e provavelmente depois de algumas noites iguais a essa, ele já passe a dormir sozinho sem choro. Mas então os fins justificam os meios? É ético fazer isso? É humano deixar um bebê se acabar de tanto chorar, se sentir desprotegido, abandonado, inseguro, perceber que não pode contar com a própria mãe para ter algum consolo?

Os ferberizadores de bebê que me desculpem, mas isso pra mim é o cúmulo da falta de instinto materno, de sensibilidade, de ética, de tudo. Nenhum bebê pediu pra vir ao mundo, ninguém merece ser tratado assim. A hora de dormir tem que ser agradável, prazerosa, um momento lúdico, de ternura, de convívio com a mãe/pai... não um momento de TERROR. Depois não sabem porque os bebês não querem dormir. Por que acordam chorando de madrugada. 

Sou totalmente contra esses métodos cruéis de ensinar a dormir. Os bebês precisam de contato físico, precisam de COLO, precisam ser consolados, precisam se sentir seguros. Precisam de AMOR E RESPEITO. Deixar o bebê chorar sem oferecer consolo é DESRESPEITOSO, CRUEL, DESUMANO.

Se fosse na minha casa eu teria mandado a Supernanny PASTAR! Meu filho é criado com apego e é uma criança linda, feliz, que tenho certeza que se sente muito amada. E quando tem sono ele me procura pra dormir sem nenhum estresse nem resistência. 

Cada um cria seu filho como quer? Sim. Mas um mínimo de ética e respeito não dá pra dispensar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Não ao bullying materno!

Ao que parece, o universo materno está cheio de controvérsias.

Afinal, quem pode dizer o que é certo? De fato, enquanto não percebermos que TUDO é CULTURAL, sempre vai haver discussões (o que não é mau,afinal a diversidade de idéias é sempre uma riqueza). Alguns debates, infelizmente, extrapolam os limites do saudável e se transformam em -acreditem- bullying materno.

Muitas vezes, ao defender nosso ponto de vista, acabamos nos excedendo e 'julgando' mães que pensam diferente. No fim das contas, somos todas mães, tentando acertar sempre, fazendo o que achamos ser melhor pra nossas crias. Vale lembrar que todas as mães erram, em sua maioria, tentando acertar. Quem pode saber o que é certo ou errado na criação dos filhos? Cada geração, assim como cada cultura, tem seus valores e princípios, e acredito que cada mãe deve agir segundo o que lhe parecer melhor, e, acima de tudo, cada mãe deve saber seguir seu coração, sem culpa. 

Vou tomar como exemplo a polêmica da cama compartilhada. A maioria dos pediatras brasileiros é contra, assim como a sociedadee ocidental em geral. Em algumas culturas orientais, os bebês dormem com os pais (nem se usam berços) até os 3-4 anos. Alguns bebês dormem super bem desde que nascem, nos seus bercinhos, outros, precisam ser amamentados diversas vezes durante a noite, querem contato com a mãe, se sentem seguros dormindo junto ao seio materno, e quando colocados para dormirem sozinhos, o sono fica muito 'picado'. E ninguém dorme direito, nem o bebê, nem a mãe. Nem o pai, que vê a mãe levantando a cada hora. Esse era o caso do Erich, então optamos pela cama familiar. E funcionou pra nós, só agora estamos pensando em ir adaptando o Erich no quarto dele. Agora, se esse esquema funciona pra nós, quem pode me dizer que é errado? Não é o pediatra que vai levantar de hora em hora pra confortar o meu filho. Não é a vizinha, a tia, o diabo que carregue. Sou eu. Então, ninguém deveria se incomodar, certo? Mesmo assim, escutamos críticas o tempo todo. Cuidar da vida dos outros é um hábito muito comum na nossa sociedade, e difícil de mudar.

Esse foi apenas UM exemplo, eu poderia falar da amamentação do meu filho, que incomoda muita gente, e não deveria, pois o peito é meu, o filho é meu, quem tem que se incomodar com isso sou eu.

Ser mãe é saber diferenciar um conselho que se aproveite, de um mero 'pitaco' sem valor. É saber seguir seu próprio instinto, pois temos isso sim! Todas somos capazes de criar nossos filhos. Mesmo sendo mãe de primeira viagem, no fundo, uma mãe sempre sabe o que fazer. Vem de dentro da gente um instinto que estava ali todo tempo, adormecido. O Instinto materno.

Saber o que é melhor pro seu filho é tão importante quanto saber respeitar a opinião alheia. Se eu não dou chupeta pro meu filho mas outra mãe dá, tudo bem. Ela deve saber o que melhor funciona com seu filho. Discordar sem julgar é saudável, traz discussões que acrescentam, sabe? Só não vale crítica maldosa, achar que tem a verdade absoluta, que todas as outras mães são 'ruins'.

Na blogosfera materna, vejo mães trocando farpas o tempo todo. Umas se achando melhores porque amamentaram por X anos, outras porque só dão aos seus bebês alimentos naturebas, condenando quem usa  papinha industrializada, e por aí vai. Qual o objetivo disso? Não estamos aqui pra trocar experiências? Ou se trata de uma competição?

domingo, 12 de agosto de 2012

Vivendo os "Terrible Twos"

Eu achava que era lenda. Se vc também acha, é porque anda não passou por isso, então, boa sorte quando chegar a sua vez.
Estamos vivenciando os chamados "terrible twos" aqui em casa. Aquelas situações que antigamente presenciava em supermercados etc, e pensava que meu filho nunca ia se atirar no chão, que nunca ia fazer birra em público, e que se acontecesse, eu ia saber contornar a situação e sair por cima. Aham.

Aqui no condomínio vizinho não pode abrir a porta que lá entra o Erich casa adentro chamando Cabelo, Cabelo (CALEB, o filho do vizinho de 10 meses). Não contente em invadir a casa, ele quer entrar no cercadinho do neném, quer seus brinquedos, desligar a TV, mexer em TUDO. Preparo minha cara de alface e vou buscar minha pequena fera indomada, que sai gritando, sapateando, se jogando no chão, corcoviando, berrando e assim permanece, esmurrando a porta, ad eternum.  

Supermercado, então, jurei que não vou mais, pois pra ele ficar sentado no carrinho de compras, só com suborno de 1 barra de chocolate, mas mesmo assim depois de um tempo ele quer descer e não há suborno nem macumba que faça mudar de idéia. Aí claro que o caos se instala de vez. É pai correndo com ele mercado afora, derrubando tudo na seção de brinquedos, é mãe fazendo compra correndo e esquecendo metade das coisas... ufa! Um verdadeiro desafio. Onde a gente acha a Supernanny numa hora dessas?

Em casa, não há cadeiras suficientes pra ele subir e mexer em TUDO que não pode; é só se distrair e lá está o anjeeenho em cima da mesa, jogando as frutas no chão e gritando "goool". Arremessar coisas é esporte  olímpico pra ele, e devo admitir que ele é o melhor. Nesse ínterim, ainda tenho a cara de pau de me perguntar "que rugas são essas na minha carinha, meudeus?" Nem Renew conserta mais.

Mas e a carinha de anjo do meu filhote? Quando o bixo pega ele sabe muito bem fazer carinha de gato do Shrek e derreter meu coração. Quem nunca se apaixonou por uma carinha dessas?

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Segundo dia na Escolinha

E no segundo dia ele não quis comer.
Sim, meu filho é dado a protestos. E sabe exatamente onde me atingir; basta se recusar a comer. Mal tocou no lanche que mandei pra escola, mas não me preocupei, pois ele tinha tomado leite antes de sair. E assim que eu cheguei pra buscá-lo ele pediu 'boachinha e suco'. E comeu no caminho pra casa.

Quanto ao comportamento, hoje ele não chorou quase nada, segundo as professoras. O único detalhe é que meu filhote acha que é grande e não quer ficar na turminha do maternal, mas no pré com os maiores. Se deixar ele passa a tarde com os 'marmanjos' de 5 anos. Pode?



No mais, acho que dessa vez a adaptação vai dar certo; ele está bem melhor que da outra vez, não mudou em nada o comportamento em casa, nem alterou o sono, nem nada. Parece estar se adaptando bem, e mamãe tá orgulhosa. ;)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Missão Escolinha parte 2

Então vamos tentar novamente.

A escolinha.

Novamente a teoria parece maravilhosa, solução pra tudo, lá na escola ele vai estar bem cuidado, vai se divertir, conhecer outras crianças, vai gastar energia e chegar em casa feliz, vai amar. Eu vou poder trabalhar e estudar.

Mas e na prática? E a culpa que me acompanha? Culpa por saber, conhecer o meu filho e SABER que ele não vai gostar nada dessa separação, pelo menos no início. Que ele vai ficar chorando e eu vou me achar a pior mãe do mundo por deixá-lo assim. Que ele vai ficar mais apegado a mim ainda, quando chegar da escola vai grudar em mim , como da outra vez. Que eu não tenho certeza (nem perto disso) que essa é a coisa certa a fazer.

Na verdade quem não consegue iniciar esse desapego sou eu, quem precisa de psicólogo e livros do Içami Tiba sou eu. Que não consigo imaginar ninguém cuidando do meu filho a não ser eu. Que acho que só comigo ele vai estar bem e feliz. Egoísta? Talvez. Superprotetora, também. Fazer o que?

Amanhã recomeça nossa tentativa (vejam bem, tentativa, porque se eu achar que não tá dando certo, cancelo a operação) de adaptação na escola. A boa notícia é que o melhor amigo do Erich, o Arthur, vai estar junto com ele e quem sabe isso ajude.

Boa sorte pra nós!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ah, a culpa... essa constante.

oi, meu nome é tatiane, tenho 28 anos e sou uma maedemerda assumida.

depois de 1 semana de adaptação, fui notando algumas mudanças de comportamento no Erich. Tipo, ele começou a querer SÓ ficar no colo. Até aí achei normal; pela separação repentina, é esperado um certo apelo emocional da parte dele. E como eu já tinha dito, desde a segunda passada ele ficou constipado e fiquei esperando normalizar, afinal sempre teve o intestino bem regulado. Mas não. Passou toda semana reclamando de dodói na barriga e sem conseguir defecar. E choramingando, e só parando no meu colo. E sem querer comer, por fim. Na sexta-feira deixei chorando na escolinha (maedemerda) e depois que chegamos em casa não quis comer nada.
Resolvi levar no médico pois me preocupei com o intestino preso dele, e já na certeza de ser algo emocional, devido à mudança de rotina. Antes tentei TODOS os métodos caseiros de liberar o cólon, mas nada funcionou. Nem o suco de ameixa que dizem ser infalível. Então no sabado levamos ele numa clínica pediátrica que costumamos levar, só que havia outra médica de plantão que não a de sempre.

(Conteúdo pra outro post pois gastamos nosso dinheiro com uma médica de merda que não serviu pra poha nenhuma).

Dei a ele o laxante que a doutora  receitou. Nada de cocô. E domingo à noite febre, nariz entupido e dodói na barriga e nada de cocô.

Agora me digam, o que me resta além de uma culpa filhadaputa? Culpa por tentar forçar uma adaptação para a qual parece que ele não está pronto. Deixá-lo chorando na escola foi o ponto alto. Provavelmente traumatizei a criança, pois agora cada vez que vou sair por uma porta ele abre o berreiro. Queque eu faço? Hoje não vou levá-lo pra escola porque não tem como levar desse jeito, enquanto não curar o resfriado e talz. E o emocional cura quando? Honestamente, não sei MESMO o que fazer. Dicas?

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Escolinha: a adaptação

Então, decidimos (tentar) pôr o Erich numa escolinha. Meio período, bem de leve.
Há uns meses eu já tinha visitado algumas, e previamente escolhido a tal. De modo que já sabia onde levá-lo e nessa semana começamos a fase de adaptação.

Dia 1: Tudo tranquilo, a professora veio buscá-lo na entrada da escola, ele meio a contragosto foi com ela. Sem choro. Eu com meu coração de mãe apertadinho, fiquei escondidinha na escola pra caso ele chorasse muito. E ele só chorou (e muito) quando acidentalmente me viu, lá pelo meio da tarde.

Dia 2: Não quis ir no colo da professora na chegada. Tive que levá-lo até a sala de aula, e claro que a partir daí tudo deslanchou; ele não me deixou ir embora. Das vezes que eu tentei, chorou litros e berrou mamaaaaaaain até meu coração se despedaçar. Interferi. E lá se foi o segundo dia. Depois de me ver, não quis mais sair de perto de mim.

O problema todo é que esses dias o Erich não está muito bem. Anda com o intestino preso e consequentemente irritadíssimo, chorão, querendo só colo (de mãe). Normalmente ele é bem mais tranquilo.

Vamos pro terceiro dia na escolinha, torcendo pra que vá se adaptando e pra que eu não tenha que intervir. A escolinha é ótima, o ambiente é acolhedor, as professoras atenciosas. Tem tudo pra ele se sentir à vontade e querer ficar.