Amando cada dia mais o meu gurizinho! Ser mãe é tudo de bom!
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sábado, 6 de abril de 2013

A "manha" e a criação com apego

"Ele está fazendo MANHA, deixa chorar."
"Tá com fome? Tá xixi/cocô? Tá com frio? Não? Então é MANHA."
"Esse bebê só quer ficar no colo, tá com MANHA."

Esses são apenas alguns dos absurdos que as pessoas falam sobre bebês/crianças pequenas. Como se os mesmos não tivessem nenhuma necessidade afetiva/emocional, apenas fome e frio, e todo o resto fosse MANHA.

Pra começar, que POHA É ESSA DE MANHA? Isso pra mim nem existe! O-D-E-I-O essa expressão e odeio mais ainda quem faz uso dela pra desfazer dos sentimentos dos pequenos. Por acaso nós, adultos, não precisamos de ninguém pra nos dar um colo, um abraço, um pouco de atenção? pois os bebês têm as mesmas necessidades, ou mais. Acabaram de chegar nesse mundo louco e não podem nem solicitar um colo, um seio materno, um pouco de carinho. Mundo de merda esse, hein?

Acontece que o choro dos bebês é visto como algo negativo. Se o bebê chora e já teve suas necessidades fisiológicas atendidas, só pode ser manha. Está tentando manipular os adultos, fazendo chantagem emocional e precisa APRENDER A PARAR DE CHORAR SOZINHO. oi???????

Como pode um ser humaninho tão indefeso, tão inocente, como um recém-nascido ter condições de bolar um plano pra manipular sua pobre mãe? Nunca ouvi IDIOTICE maior que essa, acho isso o cúmulo da ignorância, sinceramente. Algumas pessoas não deviam ter filhos.

Quem convive comigo sabe que me tornei uma ativista pró maternidade consciente. E sim, sou contra deixar o bebê chorando seja pelo motivo que for, negar colo, negar peito, enfiar chupeta na boca do bebê, dar mamadeira no lugar do seio, colocar criança pequena de castigo, dar 'um tapinha educativo', e outras coisas do gênero. Sou contra sim. Me apedrejem.

Acredito que, na formação de cidadãos descentes, HUMANOS, éticos, solidários, a CRIAÇÃO COM APEGO tem papel fundamental. Não me digam que pra educar é preciso castigar e bater porque pra mim não existe argumento que sustente isso. Uma criança criada com amor e respeito (e limites, é óbvio!) tem muito mais chances de se tornar uma pessoa digna do que uma criada "abaixo de laço". Me apedrejem de novo.

Dou colo, dou peito, abraço, beijo muito. Faço questão que meu filho se sinta amado o tempo todo, inclusive quando está sendo disciplinado. Ensino tudo com paciência e sim, dá trabalho, às vezes conto até dez diante de uma travessura mais 'grave' mas vale à pena. Nunca tratei as necessidades emocionais do meu filho como "manha". Como eu disse, não acredito em manha. Acredito que os bebês precisam de muito apego, isso sim. 

Por isso quando eu vejo alguém chamar um bebê de manhoso me dá vontade vomitar. 
Sim, me tornei uma pessoa intolerante com quem não respeita os sentimentos/ as fases de desenvolvimento das crianças. Me apedrejem, mas não deixem seus bebês chorando no berço, por favor.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Criando do meu jeito

Sempre quis cuidar do meu filho. Dar banho, trocar as fraldas, amamentar, embalar, acalmar, pôr pra dormir... Brincar com ele, educá-lo, alimentá-lo, ensiná-lo a conviver. Sempre quis fazer tudo isso pessoalmente, sem ter que terceirizar com avós ou babás.

Quando o Rodrigo e eu decidimos nos tornar pais, sabíamos da responsabilidade que nos aguardava. E planejamos cuidar do nosso filho com todo amor, dedicação, carinho e apego possíveis.

Nosso filho foi planejado e muito esperado. Foi amado desde o momento do teste 'positivo'. Desde o início já tínhamos decidido que ele seria criado apenas por nós.

Quando decidi pôr o Erich na escolinha, não foi por uma necessidade minha, mas dele, de se socializar, de ter uma rotina diferente, com outras crianças e outros adultos. Jamais pensei na escola como um depósito onde eu pudesse largar o meu filho e ter o dia livre; essa liberdade, ainda que bem-vinda, é apenas consequencia de ele ter se adaptado a esse novo ambiente.

Claro, quando não há alternativa e a mãe precisa trabalhar logo em seguida da licença maternidade, é outro assunto. Nesses casos, não terceirizar não é uma opção; mas não deixa de ter consequencias.

É sabido que o bebê vai se apegar à babá/ avó como se fosse a mãe. Porque quem passa o dia todo com ele, quem acalma, alimenta, etc é que está fazendo o papel de mãe. O bebê não entende que a mãe precisa trabalhar. Muitas crianças se sentem mais apegadas aos cuidadores do que aos pais - eu fui uma delas. Sempre fui mais apegada à minha avó, que me cuidava desde bebezinho. E era isso que eu não queria pra nós; eu sempre quis que meu filho fosse apegado à mim. E graças a Deus, consegui. O Erich é muito apegado a mim e ao Rodrigo, muito mesmo. Fica com avós e tios quando precisa, sim, mas não o tempo todo. Quem cria ele, quem educa, somos nós.

Eu acredito que quem deve educar são os pais. Eu respeito a educação que nossos pais nos deram, respeito a experiência de quem já criou seus filhos, mas faço questão de educar do meu jeito. Estudo muito, leio, pesquiso, vou atrás mesmo, quero aprender todo dia, e pratico as coisas que eu aprendi e acredito nelas. Gosto muito dos conselhos do dr. Carlos González (pediatra espanhol autor do livro Besame mucho) e lamento não encontrar método paralelo em nenhum pediatra na minha cidade. Mas sigo suas dicas, e principalmente sigo meu coração, porque pra mim não tem essa de 'mãe de primeira viagem': toda mãe sabe o que fazer.

Amamentação em livre demanda (e prolongada, sim!), cama compartilhada, colo em livre demanda, respeitar o tempo da criança em casa fase: pra mim são atitudes fundamentais, mas ainda causam estranheza em muitas pessoas. Eu sonho com o dia em que todas as mães se sintam à vontade para criar os seus filhos seguindo seus intintos mais básicos, sem se preocupar em 'estragar a criança', ou 'acostumar mal'. O grande problema da nossa sociedade é querer que os filhos amadureçam tão logo nascem.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Supernanny e o método cruel de ensinar a dormir

Quase sempre assisto ao programa da Supernanny brasileira, no SBT. Gosto porque aprendo muito, sobre o que fazer em determinadas situações, mas principalmente sobre COMO NÃO AGIR COM MEU FILHO.

No último programa que acompanhei, vi uma família que realmente estava vivendo no caos; eram três crianças de 1 a 6 anos, totalmente descontroladas e mal educadas, que batiam na mãe e falavam MUITO palavrão. A mãe, já de saco cheio, se dirigia aos filhos com MUITA raiva na voz, agressividade em todas as palavras, e até distribuía alguns tapas eventualmente. Até aí entendi a "necessidade" de intervenção da Supernanny, que conversou com a mãe, mostrou que ela devia ser menos agressiva, ter mais pulso firme, etc. Ok.

Porém me indignei quando a Nanny inventou de se meter num assunto QUE NÃO FOI POSTO EM DISCUSSÃO, QUE A MÃE NÃO RECLAMOU PORQUE NÃO ESTAVA INCOMODANDO, AO CONTRÁRIO, FUNCIONAVA PARA ELA: o momento de pôr os filhos pra dormir.

A mãe estava acostumada a fazer o menor (de 1 ano) dormir com o barulho do secador de cabelo e um cafuné. Pra quem não conhece a Teoria da Exterogestação, o barulho do secador funciona como uma "memória" do som que o bebê ouvia no útero. Qualquer barulho estático, como o som da chuva, por exemplo, tem essa função e pode sim ajudar bebês novinhos a pegarem no sono. Claro que nesse caso o bebê já tinha 1 ano, mas nem sempre ele dormia dessa forma, a mãe também costumava embalá-lo no colo para ajudá-lo a dormir. Algum problema até aí? Isso por acaso é anormal? Prejudicial ? Para a tirana sem coração da Supernanny sim.

Eis que a nanny se mete onde não foi chamada e IMPÕE na família um novo método de fazer o bebê dormir! O infalível (e totalmente sem ética) método ferber, mais conhecido como DEIXAR A CRIANÇA NO BERÇO BERRANDO ATÉ CANSAR E DORMIR SOZINHA!!!!!!!

Honestamente, quase chorei junto com a criança. Um bebê de 13 meses, até então acostumado a dormir sendo acalentado pela mãe, do nada passa a ser deixado atirado no berço, chorando, gritando, implorando por conforto, entre lágrimas e muito estresse, e ninguém se dispõe a confortá-lo. Querem adestrar a criança como se fosse um cão de guarda? Não se faz isso nem com animais, gente. Aliás os animais cuidam muito melhor das suas crias do que muitas mães humanas e 'civilizadas'.

É lógico que depois de uns 40 minutos de choro sem nenhuma resposta, o menino  desistiu e dormiu. O resultado esperado foi alcançado, e provavelmente depois de algumas noites iguais a essa, ele já passe a dormir sozinho sem choro. Mas então os fins justificam os meios? É ético fazer isso? É humano deixar um bebê se acabar de tanto chorar, se sentir desprotegido, abandonado, inseguro, perceber que não pode contar com a própria mãe para ter algum consolo?

Os ferberizadores de bebê que me desculpem, mas isso pra mim é o cúmulo da falta de instinto materno, de sensibilidade, de ética, de tudo. Nenhum bebê pediu pra vir ao mundo, ninguém merece ser tratado assim. A hora de dormir tem que ser agradável, prazerosa, um momento lúdico, de ternura, de convívio com a mãe/pai... não um momento de TERROR. Depois não sabem porque os bebês não querem dormir. Por que acordam chorando de madrugada. 

Sou totalmente contra esses métodos cruéis de ensinar a dormir. Os bebês precisam de contato físico, precisam de COLO, precisam ser consolados, precisam se sentir seguros. Precisam de AMOR E RESPEITO. Deixar o bebê chorar sem oferecer consolo é DESRESPEITOSO, CRUEL, DESUMANO.

Se fosse na minha casa eu teria mandado a Supernanny PASTAR! Meu filho é criado com apego e é uma criança linda, feliz, que tenho certeza que se sente muito amada. E quando tem sono ele me procura pra dormir sem nenhum estresse nem resistência. 

Cada um cria seu filho como quer? Sim. Mas um mínimo de ética e respeito não dá pra dispensar.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Blogagem Coletiva: a Criação com Apego



Desde que me tornei mãe, muitas das minhas idéias pré-concebidas de como exercer a maternidade mudaram muito, tipo, drasticamente. Porque antes de ser mãe (ou pai), todo mundo tem uma idéia e uma solução para todos os problemas (dos outros), acha que sabe tudo e que quando for a hora vai saber lidar com todas as questões, mimimi.

Mesmo antes de o Erich nascer, eu tinha certeza de que queria amamentá-lo pelo menos até os seis meses, e depois comecei a buscar informações sobre, e aprendi sobre os benefícios da amamentação prolongada e decidi que ele iria mamar até quando quisesse, contrariando muita gente, muita "sabedoria" popular, que aliás se eu fosse atrás disso teria feito desmame lá pelos 4 meses. E como sabem o Erich mama até hoje e estamos muito bem com isso, obrigada. Já falei um sem-número de vezes o quanto acho importante, o quanto faz diferença esse apego, esse vínculo entre mãe e filho. Na nossa época, em que cada vez se deseja a independência dos filhos mais cedo, eu prego o contrário e acho que tudo tem seu tempo, que criança pequena tem que ser apegada aos pais, tem que se sentir segura e amada e que a própria criança vai "desapegando" conforme ela cresce; não é preciso forçar um amadurecimento deixando a cria berrando sozinha no berço pra dormir, por exemplo.

Sobre isso também mordi a língua; nunca cogitei a hipótese de compartilhar a cama, até o Erich nascer. Aqui em casa foi a solução pra nossas noites, e só agora estamos pensando em iniciar o descompartilhamento, pois o Erich tá crescendo e ficando muito espaçoso, mas também não temos pressa. Ele vai dormir na cama dele quando estiver pronto. Não vou ferberizá-lo pra ele aprender a dormir sozinho, pra mim tá ótimo deitar com ele e amamentar até ele pegar no sono.

Enfim, o Rodrigo e eu estamos criando o Erich com MUITO amor, MUITO apego, carinho, cumplicidade; queremos transmitir pra ele toda segurança do mundo e que ele aprenda que o que importa na vida é isso; a família, o amor.