Amando cada dia mais o meu gurizinho! Ser mãe é tudo de bom!
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sábado, 25 de maio de 2013

Quem precisa da Supernanny?

Eu já ataquei a Supernanny aqui, mas não me aguento, tenho que atacar outra vez.

Estou assistindo agora e não entendo como tem gente que gosta e concorda com esses métodos cruéis de educação. Fico pasma, fico chocada, fico decepcionada com o ser humano nessas horas.

A vítima o menino da vez tem entre 2 e 3 anos (não falaram ou não ouvi a idade correta).
mais uma vez a Supernanny chega impondo um desmame abrupto, dizendo que "isso é um vício como qualquer outro, e precisa ser cortado pela raiz." A tirana impõe que o menino deve pegar no sono sozinho enquanto o pai fica sentado em posição de BUDA no chão do quarto, sem nem respirar, ouvindo o menino chorar quase até convulsionar. A mãe, ouvindo os gritos, fala que queria muito consolar, acalentar o filho. Seu instinto de mãe falava isso mas ela não podia se meter no método da bruxa Supernanny.

O menino não podia mais comer na frente da TV (concordo que isso é um péssimo hábito), deveria comer sozinho e com talheres - nada de pegar os alimentos com a mão. caso contrário, cantinho do pensar - pensar no que, Meu Deus? Ah e também a mãe foi proibida de ajudar o filho a tomar banho.

Posso estar errada, mas não consigo concordar com isso. A começar por ter uma total estranha (e uma atriz, não é mesmo?) dentro da minha casa, apontando tudo que (segundo ELA) eu faço de errado. Mandando em mim, mandando no meu filho, impondo regras que ele ainda não tem maturidade emocional pra compreender. Isso não entra na minha cabeça.

Daí fica a reflexão: o que será que leva uma mãe/família a se considerar tão INSUFICIENTE pra educar o próprio filho? 

Quando foi que as famílias perderam tanto a autonomia na educação dos filhos? Que pra voltar a ser feliz precisa da intervenção de uma pessoa estranha, um reality show etc?

Não me acho uma mãe perfeita. Não sei de tudo, não sou dona da verdade, erro muito, como todas as mães. Mas tenho orgulho de dizer QUE NÃO PRECISO DA SUPERNANNY. Porque mesmo diante das dificuldades que sempre se encontra na função de educar, me sinto capaz de conseguir criar o meu filho sem uma intervenção desse tipo. Confio em mim, no pai do meu filho, na família que construímos, nos valores que passamos todos os dias pro nosso filho

Quem sabe não é o que está faltando para essas familias que chamam por socorro externo; um pouco de confiança, um pouco de união. Mais amor, menos fórmulas prontas. Mais paciência, menos castigo.

domingo, 5 de maio de 2013

Somos todos machistas?

Outro dia, ao navegar pela blogosfera materna, me deparei com um texto que falava sobre como a sociedade reage quando um pai, por exemplo, troca fraldas, dá banho no bebê, vai a uma reunião na escola:segundo o texto, esse tipo de atitude - que deveria ser natural - é supervalorizada, chama a atenção para aquele pai que é visto como herói, como superpai, etc. Não que ele não seja. Mas e quando se trata da mãe, da mulher, aí a coisa muda de figura: afinal, trocar fraldas e dar banho é a obrigação dela.

Por que quando a mãe cuida dos filhos não está fazendo nada além do seu dever, e no caso do pai é uma coisa rara, linda de se ver, que faz todo mundo admirá-lo?

Pensando bem, a culpa é nossa, enquanto sociedade, enquanto mãe mesmo. Explico:

Porque você, que é mãe de menino; se alguém dá de presente uma boneca pro seu filho você acharia normal? NÃO. boneca é coisa de menina. Agora eu pergunto, seu filho por acaso nunca vai ser pai? Por que é errado ele brincar com boneca? Vejo muitas mães que ficam incomodadas quando o filho quer brincar de fazer comidinha na areia do parquinho. porque é coisa de menina. Por acaso o seu filho nunca vai fazer o próprio rango? Vai ter sempre uma MULHER pra fazer pra ele?

Particularmente eu não gosto dessas distinções brinquedo de menino/brinquedo de menina. Eu deixo meu filho brincar com o que ele quiser. Isso não vai fazer dele menos homem. Ele tem várias amiguinhas com quem brinca todos os dias e sempre deixo claro que são amigas - não namoradinhas - e isso é uma outra coisa essencial: ensinar que homens e mulheres podem ser amigos.

Acho esse negócio do azul e rosa a coisa mais ultrapassada que existe, sério. Me irrito quando o Erich se aproxima de algum brinquedo rosa ou alguma boneca, panelinha, sei lá e alguém fala pra pegar outra coisa que aquilo é de menina. Depois não sabem porque os maridos não querem cuidar do neném. EDUCAÇÃO MACHISTA! Se querem saber, os meus primos que brincavam de boneca comigo (e eu de carrinho com eles, por que não?) hoje são pais que trocam fralda e acordam de madrugada pra cuidar dos filhos. 

E quando os filhos são maiores, o machismo mostra ainda mais as suas garras. Porque a filha, conforme vai crescendo, é ensinada a ajudar  a mãe nas tarefas da casa, a auxiliar no preparo do jantar, a cuidar dos irmãos. Mas é muito raro ver um menino lavando uma louça, cortando um tomate pra ajudar a mãe. Não, isso é coisa de mulher. Garoto aprende a comprar revista pornô, a sair com os amigos, a carregar camisinha na carteira.

Meninas crescem vendo contos de fadas e esperam (em vão?) por um príncipe encantado. Meninos crescem vendo pornografia e sonham com uma sexy-peituda-insaciável. Felizmente, há casos que fogem à regra. Mas, não vamos nos iludir, a maioria é assim mesmo.

Cabe a nós, como mães, reverter essa cultura machista através de uma diferente criação dos nossos filhos. Não passar adiante esse machismo todo para quem sabe quando for a vez deles serem pais, que sejam pais mais ativos, mais participativos. Que não pensem que estão fazendo um favor ao dar banho no filho ou lavar uma louça. Que entendam que não existe papel da mãe/papel do pai, mas papel dos pais.

E quando nos deparamos com um pai que "ajuda", devemos ter consciência de que ele não está "ajudando" a criar o filho. Ele está CRIANDO, porque isso também é obrigação dele. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"Eu não bato no meu filho. Dou o exemplo."




Hoje se discute muito a respeito da (não) palmada.

Não vou ser hipócrita e dizer que nunca levantei a mão pro meu filho; já o fiz. E me arrependi na mesma hora. Não pretendo fazer outra vez.

Escolhi criar meu filho sem violência. Porque consigo ver a diferença entre respeito e medo, e quero ser respeitada, não temida. Quando batemos pra ensinar, estamos ensinando a bater, mostrando que o que vale é a força. Manda quem é maior, quem bate mais.

Eu acho que quando sentimos a necessidade de bater num filho, significa que já falhamos muito antes disso. Porque se chega ao ponto de ter que bater, provavelmente a mãe já falou, já advertiu, já gritou, ameaçou inclusive, e não conseguiu se fazer respeitar.

A grande questão é: como se impôr sem ser pela violência, numa sociedade em que as crianças estão cada vez mais desafiadoras?

Talvez a resposta esteja no respeito. Antes de tudo, temos que ensinar a respeitar, repeitando. Quem respeita não usa violência. Com meu filho eu uso palavras, não vou dizer que é fácil, é preciso muita paciência. As crianças aprendem com nossos exemplos muito mais do que com ordens (e tapas), então a chave está aí. Exemplos.

Se eu não quero que meu filho seja violento com amiguinhos, não sou violenta com ele. Educo com amor e sim, isso é possível.

Sou de uma geração que apanhava muito. Não tenho raiva da minha mãe por isso, sei que ela fazia o que julgava ser melhor e criar uma filha sozinha não é fácil. Mas lembro de cada uma das vezes em que eu apanhei, e posso dizer que infelizmente essas coisas marcam. Acho que nunca vou esquecer da sensação de apanhar da pessoa que eu mais amava e confiava, do sentimento ruim que fica, da tristeza mesmo. Não quero fazer isso com meu filho.

Educar é muito importante, ser duro quando necessário, saber dizer não. Mas não concordo que seja preciso dar uma 'palmada educativa'. Acho que isso só ensina a ter medo; a criança vai parar de mexer onde não deve pra não apanhar mais, não porque entendeu que é errado.

 E quando ela crescer e já não tiver medo da palmada?

terça-feira, 28 de agosto de 2012

"Tabus" maternos- o que pode e o que não pode

Quando a gente se torna mãe (digo, logo que fica grávida) surgem muitas dúvidas de como agir com o bebê, mas principalmente surgem muitos palpites. Sim, todo mundo sempre vai ter a solução pra  todo e qualquer problema/situação na nossa vida materna. O negócio é saber ouvir, filtrar o que presta, ter senso crítico e formar nossa própria opinião. Seguem alguns ítens que considero de certa fora polêmicos no universo materno:

*Chupetas/bicos: Nunca fiz questão que o Erich usasse. Lá nos primeiros dias de vida dele, por "pressão  externa" e falta de experiencia cheguei a tentar com que ele aceitasse a chupeta, mas ele não quis e parei de insistir. Nunca fez falta.

*Mamadeiras/leite artificial: Eu tinha mamadeira e leite NAN guardado em casa, caso um dia precisasse. O Erich sempre mamou no peito e só uma vez eu ofereci a mamadeira de NAN porque ele tinha ficado sem mamar o dia todo e me preocupei. Mas ele não quis tomar e também não insisti, pois sempre soube que o leite materno era suficiente e bem melhor que NAN. Esse negócio de leite fraco, pouco leite, pra mim é tudo mimimi. Quanto mais o neném suga, maior é a produção. O peito nunca vai secar se for estimulado.

*Deixar chorar/manha: Pra começar não acredito em manha. Pra mim isso não existe. O que chamam de manha geralmente é carencia, e isso é totalmente normal. Claro que o bebe vai preferir o colo da mãe a ficar atirado no carrinho ou no berço o tempo todo. Deixar chorando pra se acostumar pra mim é crueldade pura, pois quanto mais chora, mais o bebe libera o hormonio do stress, mais irritado ele fica, mais dificil vai ser ele se acalmar. Imagina a gente tentando se comunicar do único jeito que sabe e ninguém nem se esforçar pra entender. Cruel demais. Além do mais, colo não estraga criança. Amor nunca atrapalha, pelo contrário. Se toda vez que chorar uma criança for atendida, mais segura ela vai se sentir. Do contrário, vai acabar percebendo que não pode contar com ninguém e sim, vai aprender a se acalmar sozinha. Mas pra que ter filho então se não pode conforta-lo quando precisa?

*Papinhas Nestlé: Ah, essas danadas!! Como o Erich simplesmente odiava minha comida, nunca queria comer e quando comia vomitava tudo, um dia comprei um potinho de Nestlé pra ver o que acontecia. Adorou, comeu tudo e pediu mais, quase nos levou à falencia. E apesar do que a maioria das pessoas pensa, essas papinhas não fazem mal ao bebe, elas são feitas com ingredientes naturais e não têm conservantes, o que conserva é o vácuo (tanto que depois de abrir o potinho tem que consumir imediatamente). Claro que não é o ideal, o que a gente prepara com nossas próprias mãos é sempre melhor, mas também não é veneno. Acho engraçado como todo mundo defende o leite artificial como a melhor coisa do mundo e as papinhas industrializadas são apedrejadas. É uma questão cultural, pois na Europa por exemplo, o costume mais comum é dar as papinhas compradas aos bebes. 

*Cama compartilhada: Nem preciso falar muito, tenho vários posts sobre o assunto. Sim, ainda dividimos a cama. Não, isso não atrapalha em nada nossa vida de casal. Se um casal depende só da cama, da hora de dormir, pra fazer sexo, tenho pena desse casal. Nós a-d-o-r-a-m-o-s dormir todos abraçadinhos e logo logo o Erich vai para o quarto dele, sem traumas, sem estresse, sem forçar nada. Tudo tem seu tempo.

*Palmada/bater pra educar: Sei que muitos de nós apanhava (e muito) quando era criança. Mas isso não quer dizer que esse seja o melhor jeito de educar. Não acho que se eu me impôr pela força meu filho vai me respeitar mais, acho que isso só vai fazer com que tenha medo de mim. Sinceramente conheço várias crianças do tamanho do Erich que apanham e vou te dizer, não vejo elas melhorarem em nada o comportamento. A gente educa com exemplos, não com força bruta. Precisava duma lei pra isso? honestamente não sei, mas aqui a gente precisa de lei pras coisas mais óbvias, como não maltratar os idosos, não espancar os filhos... 

*Escolinha: Muitas outras mães me perguntavam quando eu ia botar o Erich na escolinha. Eu nunca sabia responder, pois não tinha nenhuma pressa. Acho que fiz muito bem em ficar com ele em casa até os 2 anos, não me arrependo, mesmo tendo sido mais complicado adaptá-lo à nova rotina. Não sei se teria coragem de pôr meu bebe de poucos meses na creche (claro, a não ser por necessidade). Planejamos ter nosso filho nesse momento, planejamos não deixá-lo em creches antes dos 2 anos. Escolinha pra mim é a partir daí, antes disso só por extrema necessidade mesmo.

Acho que era isso. O mais importante é agir com segurança, com convicção de estar fazendo o melhor. Seguir nossos instintos é fundamental, não adianta ler trocentos livros de maternidade, pegar opinião de todo mundo, se a gente não está segura de como está agindo. Ser mãe é ter discernimento.

domingo, 12 de agosto de 2012

Vivendo os "Terrible Twos"

Eu achava que era lenda. Se vc também acha, é porque anda não passou por isso, então, boa sorte quando chegar a sua vez.
Estamos vivenciando os chamados "terrible twos" aqui em casa. Aquelas situações que antigamente presenciava em supermercados etc, e pensava que meu filho nunca ia se atirar no chão, que nunca ia fazer birra em público, e que se acontecesse, eu ia saber contornar a situação e sair por cima. Aham.

Aqui no condomínio vizinho não pode abrir a porta que lá entra o Erich casa adentro chamando Cabelo, Cabelo (CALEB, o filho do vizinho de 10 meses). Não contente em invadir a casa, ele quer entrar no cercadinho do neném, quer seus brinquedos, desligar a TV, mexer em TUDO. Preparo minha cara de alface e vou buscar minha pequena fera indomada, que sai gritando, sapateando, se jogando no chão, corcoviando, berrando e assim permanece, esmurrando a porta, ad eternum.  

Supermercado, então, jurei que não vou mais, pois pra ele ficar sentado no carrinho de compras, só com suborno de 1 barra de chocolate, mas mesmo assim depois de um tempo ele quer descer e não há suborno nem macumba que faça mudar de idéia. Aí claro que o caos se instala de vez. É pai correndo com ele mercado afora, derrubando tudo na seção de brinquedos, é mãe fazendo compra correndo e esquecendo metade das coisas... ufa! Um verdadeiro desafio. Onde a gente acha a Supernanny numa hora dessas?

Em casa, não há cadeiras suficientes pra ele subir e mexer em TUDO que não pode; é só se distrair e lá está o anjeeenho em cima da mesa, jogando as frutas no chão e gritando "goool". Arremessar coisas é esporte  olímpico pra ele, e devo admitir que ele é o melhor. Nesse ínterim, ainda tenho a cara de pau de me perguntar "que rugas são essas na minha carinha, meudeus?" Nem Renew conserta mais.

Mas e a carinha de anjo do meu filhote? Quando o bixo pega ele sabe muito bem fazer carinha de gato do Shrek e derreter meu coração. Quem nunca se apaixonou por uma carinha dessas?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Resgatando a Inocência

Uma das coisas que considero mais importantes no dia-a-dia da criação do Erich (e de todas as crianças, em geral) é a preservação da inocência. Não é tão fácil como parece, sabe, hoje em dia tudo é tão precoce, tão prematuramente estimulado. Um menino da idade do Erich, por exemplo, tá lá brincando com uma menina e sempre tem um adulto que vem e diz "olha a namoradinha". Desnecessário, na minha opinião, e um tanto preconceituoso também, já que fica meio que implícito no comentário que meninos e meninas não devem/não podem ser amigos, só namorar.

Eu tento resgatar o lúdico, o puro e inocente com o Erich através de músicas, que ele adora. Aqui em casa criança ouve música de criança, assiste dvd de criança, porque eu acho que é assim que deve ser. Tem tempo pra tudo, e quando eu vejo uma criança pequena cantando ai se te pego me dá até dó, sabe. O Erich tem dvd do Hi-5, do Patati Patatá, da Galinha Pintadinha e outros que estão na moda infantil do momento. E quando ele (leia-se EU) enjoa, coloco pra ele ouvir alguns cd's da minha época, como da Eliana, do Carrossel. Ele gosta, eu gosto, nós dois cantamos e dançamos. Acho isso legal. 

Não quero que ele se acostume a ficar all day long na frente da TV, por isso até prefiro cd ao dvd. Mas, se a TV tá ligada, é na TV Cultura ou no D.Kids, porque os desenhos que estão passando na tv aberta vou te contar, é uma violência gratuita sem precedentes. Não sei o que aconteceu com Os Ursinhos carinhosos, os Muppets, o Pica-pau... a única coisa decente que restou no SBT foi o Chaves. E mesmo assim, cada programa infantil carrega a cultura da época e o Chaves não é sem defeito; por exemplo, na época em que foi gravado era normal os adultos fumarem e se bater nas crianças. Mas até aí, dá pra tolerar. Gostamos de ver o Chaves. Acho o fim da picada criança que assiste novela. Big Brother. A fazenda. Inocência, cadê? Morta a sangue frio.

Aqui em casa vai ser assim. Enquanto eu puder, vou preservar a inocencia do meu filho. Criança precisa ser criança. Precisa brincar sem se preocupar, sem maldade. Pra  que adiantar as etapas, se depois que a gente perde a inocência não tem mais volta?

terça-feira, 17 de abril de 2012

Rumo aos 2 anos!

Quase 2 anos de Erich. Nos últimos dias tenho me sentido como em um tratamento de choque, onde me sinto obrigada a deixar 'cair a ficha' e perceber que meu bebê já não é mais bebê. É uma criança agora. Cheia de manias, vontades e um carisma inegável. Esse é meu guri.
Nesse segundo ano de vida o Erich fez muitos progressos; começou a andar, aprendeu a comer (?), a brincar, a se expressar, já está falando bastante e fica mais independente a cada dia. E essa conquista da independência é pra mim como um segundo parto; dolorido. Ao mesmo tempo que me sinto feliz ao vê-lo crescendo e se desenvolvendo, parte de mim desejaria que ele fosse sempre bebê, se pudesse. Vai entender as mães.
Por conta própria, ele abandonou a mamadeira e decidiu usar o copo. Agora ele toma o leite e me chama pra buscar o copo, dizendo: Tudo (tomou tudo), bidado (obrigado). Tá pensando o que? Meu filho é bem educado.
Passa horas entretido com os brinquedos dele, falando sozinho, imitando o som dos bichos, cantando. Abraça a gata dizendo abaaaaaço e dá beijinho. Quando quer assistir tv, ele vem correndo e pede: Patati, Xuxa, afái (HI5), Popopó (galinha pintadinha), não se aperta, sabe pedir tudo o que quer. Pede pra sair pra rua também. Adora uma rua, diga-se de passagem. Energia tem de sobra, às vezes é meia noite e ele quer virar cambalhota em cima da cama. Ah e se deixar sobe na mesa a faz de trampolim.(!!)
Pra comemorar esses 2 anos de muitas alegrias, choro também, claro, estou preparando uma festinha. Coisa pequena pra reunir os amiguinhos dele e os familiares mais chegados. O tema desse ano é Galinha Pintadinha. :p

sexta-feira, 30 de março de 2012

23 meses

1 ano e 11 meses.
Quase já não dá pra chamar de bebê. Mais esperto a cada dia, mais independente, crescendo e se desenvolvendo a olhos vistos. Quase 2 aninhos... que mesmo em regime de dedicação exclusiva a ele, nem vi passar.
Só que não basta ser lindo, esperto e carismático, tem que ser manipulador também. Sim, manipulador por instinto, pois ninguém ensina ou estimula um comportamento assim. Deve ter vindo de fábrica. O fato é que toda vez que vou ralhar com ele, impedir alguma 'arte' ou coisa assim, ele vem com aquela carinha linda e diz 'mãããe' e me tasca aquele beijo. Com o pai a mesma coisa. E agora, Supernanny??

Desde o mês passado, inventou de comer sozinho. Come com a própria mãozinha, usa a colher sem errar a boca, e ainda divide a comida com os bonecos. E toma suco no copo sem supervisão. É pra se orgulhar? =D Cada dia mais autoritário autônomo, agora escolhe o que quer ver na TV. Escolhe o dvd, pede pra trocar, tomou conta do pedaço. Escolhe o que vai comer também e nunca se deixa enganar por aviõezinhos e estripulias do gênero. Eis o meu bebê.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

ai que dó!

Tava brincando com o Erich no pátio do condominio e tinha uns meninos maiorzinhos, de uns 7 anos, brincando com uns bonecos, robôs, sei lá. O Erich prontamente se posicionou na rodinha deles, largou o brinquedo que tinha na mão e pegou um dos deles (ele sempre faz essas trocas). Os guris pegaram de volta o boneco deles, não quiseram emprestar de jeito nenhum( malvados!) e claro que o Erich saiu berrando. Conversei com ele, expliquei que o brinquedo era dos guris, que eles não queriam emprestar, mimimi, e assim que parou de chorar, ele correu pra rodinha again. Previ um fiasco com choro convulsivo e pontapé. Mas não. Ele sentou com os guris e ficou só olhando, não mexeu em nenhum brinquedo. Meu filho, sempre me surpreendendo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

o primeiro palavrão

Daí que o Erich mal sabe dizer "mãe" e já me soltou o primeiro palavrão. Tá desde ontem falando sem parar "puta,puta,puta" e não sei bem como reagir. Tenho medo de fazer um estardalhaço e ele ficar repetindo só pra provocar. Então ignorei, tô fingindo que nem escuto, pode ser que ele esqueça. Foi assim com "balão", "auau", "gata", "patati", ele falou falou até cansar e depoiis nunca mais.
O fato é que aqui em casa sempre fomos muito desbocados, mas depois que o Erich nasceu, passamos a tomar cuidado pra não falar palavrão na frente dele, pois criança repete que nem papagaio, principalmente nessa fase de aprender a falar. Mas como moramos em condomínio fechado, compartilhamos o pátio com várias crianças, de todas as idades. E alguns meninos pré-adolescentes com hormônios até na ponta da língua soltam palavrões que nem eu conhecia. Aí já viu né. É a influencia externa já se introduzindo na educação que eu quero dar.
Má educação à parte, finalmente saiu o tão sonhado "papai", que o Rodrigo tanto queria ouvir. É só enxergar um telefone, um computador, ou qualquer treco eletrônico que o Erich solta um sonoro "paaaai". Lindo de se ouvir! Tô apaixonada por essa minha cria!